Além do mar, meu leão

Quando criança, me imaginava montado em um leão, percorrendo os diversos países. Eu agarrado nas jubas do grande. Cresci, e não entendo o sentimento saudosista que sinto em relação aos sintomas da minha imaginação infantil. Quando lembro das histórias, mais vontade tenho de amadurecer na autenticidade das imagens das crianças

A jornada de crescimento não é nada fácil. O amadurecimento significa rompimento de barreiras e quebras de paredes dentro da casulo, por muitas vezes chamado coração.

Toda a necessidade de retorno às brincadeiras infantis, tornam-se uma fuga constante dos problemas de adulto. A fé, então, de criança, a acreditar em um mundo tão grande e impossível, dá lugar a sentimentos um pouco mais concreto. Daí é o problema, da imaginação ao raciocínio lógico.

Quem me conhece entende a forma simples como prego que a imaginação e a fantasia podem ser cooperadas com o pensamento lógico. Para se chegar ao pensamento lógico é preciso reconhecer que alguma coisa é possível, que se pode chegar ali de uma forma simples. Ora, a coerência persiste na harmonia e na conformidade, que não é nada mais que a simplicidade persuadida de coesão.

Esse último adjetivo, usado bastante no jornalismo, eu sempre admirei pela necessidade que ele tem em se aproximar das pessoas comuns,  ser coeso é dar conexão no texto com as pessoas que irão ler. Ser coeso é ser simples e a simplicidade é uma forma fantástica de se entendido com facilidade.

Crescer de uma forma simples, olhando para os acertos e erros do passado. Olhando focado nos sonhos do leão, me faz cada vez mais buscar a simplicidade para alcançar a perfeição.