Brincar de namorar

Por: Débora Brauhardt

Há alguns dias tuitei algo do tipo “Acho incrível a facilidade que algumas pessoas têm pra namorar e desnamorar tantas vezes”.

Aí, há algumas pessoas que podem me chamar de insensível, recalcada, egoísta ou sei lá, qualquer coisa do gênero. Mas acho válida a reflexão sobre o tema.

Isso porque, no meu ponto de vista (que na verdade não é certo nem errado, apenas meu modo de ver), é muito difícil encontrar pessoas “namoráveis” . Não, eu não sou uma pessoa exigente, ou talvez seja. O fato é que, todos nós temos uma vida. Temos família, amigos, faculdade, trabalho, atividades paralelas. E estamos confortáveis nesse nosso mundinho, onde conseguimos gerenciar todos os nossos compromissos, idas e vindas, enfim, temos total controle e autonomia sobre absolutamente tudo o que queremos fazer. Agora pense: Estando dentro desse turbilhão de coisas acontecendo, você “enfiar” uma pessoa nesse circuito. E ser colocada no circuito de vida dela. Acho que encontrar uma pessoa que a gente combine em algumas coisas (gostos, musicas, comidas, enfim), já uma coisa difícil. Além disso, colocar essa pessoa no seu ritmo de vida e colocar-se no ritmo dela é algo mais difícil ainda.

Também acredito que quando você encontra uma pessoa assim, serão necessárias as concessões. Os dois precisarão abrir mão de algumas coisas que os fazem felizes, para poder também ser felizes juntos. Namorar dá trabalho. Exige dedicação. Exige pensar de vez em quando que, não sou só mais eu. Sou eu e somos nós.

Bom, talvez eu leve um pouco a sério demais essa história de namorar. E talvez por isso, pra mim, seja tão difícil encontrar alguém que eu deseje que esteja ao meu lado. Porque esse alguém precisa aceitar meu jeito, minha vida, minha família, meus amigos. E eu preciso aceitar tudo isso dele também.

Namorar, só pra ter alguém pra sair de mão dada na balada, não vale a pena. Namorar só pra não passar o fim de semana sozinho ou ter sexo frequente, vale menos ainda. Pra mim, namoro é coisa séria. Mas é uma coisa séria que você leva com leveza. Que faz porque ama, não por obrigação. É o gostar de estar junto, é deixar fluir um relacionamento onde os dois conduzam juntos essa relação.

É meio utópico, eu sei. Mas não acho que valha a pena “sair namorando por aí”, por medo de ficar sozinho, por carência. Acho também que não tenho uma conclusão sobre isso. E posso estar enganada, enfim. Espero apenas um dia poder encontrar alguém que se encaixe na minha vida assim.

 

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Débora Brauhardt (@brauhardt) é uma linda que não esquece dos compromissos honrados com os amigos. E está em busca, ou não, do companheiro ideal. CVs favor enviem para garonphn@gmail.com a fim de serem analizados por uma curadoria pente-fino
Uma das suas frases de cabeceira é: “Se você tem que pensar, pense grande!”. Ela também é blogueira e editora do Vivendo e Empreendendo.