Quando morrermos e cobrirem nossos túmulos de flores, as folhas das árvores continuarão verdes por milhares de anos.
Quando adoecermos e a respiração faltar, aviões continuarão cruzando o céu sobre as nossas cabeças.
Quando discutirmos a relação com quem amamos, o mundo seguirá girando no firmamento, mudo e indiferente.
Quando o ódio fizer queimar as sinapses em nossas mentes, alguém do outro lado do planeta estará apenas acordando de um pesadelo, caminhando até o trabalho e pensando no que poderia ter feito de melhor no dia anterior.
Por isso, não faça o que o seu coração não pede. Não se esgote lutando batalhas que não são suas; afinal, o mundo sempre foi o mundo mas nós, temos pouco tempo para construir o que realmente importa.
Ouvi recentemente que sucesso não se resume a poder ou riqueza… sucesso é o legado que deixamos. E que tipo de legado poderemos deixar se vivermos apenas à sombra de outra pessoa?
E, quase como um acaso que parecia destinado, encontrei esta semana um livro que guardava há tempos na minha lista de desejos: Viver Apaixonadamente, de Anselm Grün. Ele já abre com um golpe direto: “Qual é o amor fogo de palha que precisa ser alimentado a todo momento para não morrer?”
Fiquei pensando: será que isso é amor de verdade, ou apenas uma paixão passageira sem raízes? E, acima de tudo, o que é preciso para transformar essa chama fugaz em um amor duradouro?
A resposta só terei nos próximos dias, quando terminar a leitura. Mas espero, de verdade, estar pronto para responder a quem me perguntar… ou a mim mesmo, quando essa dúvida inevitavelmente voltar.