Andei por colinas de areia

Eu não poderia deixar de passar o janeiro em branco. Além de todos os dias sermos mais lúcidos sobre nossas atitudes, ou não, aprendi que amadurecer dói mais que eu poderia imaginar. Cada dia a dor no peito aumenta, assim como aumentam as responsabilidades.

Aprendi neste janeiro de 2013 que ser forte exige paciência e doses de carinho próprio. São escolhas que devem ser feitas, escolhas pontuais.

Aprendi que o tempero da vida é o amor próprio. Aprendi que o segredo da vida é querer crescer junto.

Em janeiro encontrei o olhar mais curioso do mundo. Descobri os olhos mais lindos de todos. Descobri um brilho gigantesco na face. Me apaixonei pelo sorriso, por tudo.

No dia 13 de janeiro me encontrei com Deus, no deserto. Tive uma epifania, daquelas que geralmente acontecem duas ou três vezes na vida.

Senti o próprio Deus soprando em mim. Consegui entender que eu posso ser mais íntimo Dele.

Briguei muito, também. Tudo isso porque não me entendo e é difícil compreender os meus sentimentos.

Doeu muito e ainda dói um pouco.

No primeiro mês deste ano me machuquei, mas o mais importante: me curei de muita coisa ruim.

Magoei muitos, decepcionei. Mas também orgulhei outras.

Cheguei em casa de madrugada com saudades de abraçar os meus irmãos. E de ser coberto pelos meus pais.

Entrei em casa com vontade de dormir assistindo filme e comendo pipoca.

Com vontade de fazer piquenique na sala.

Sentei em cima do capô do carro, apontei para a lua e falei: “que coisa maravilhosa”.

Olhei para o céu mais estrelado do mundo e escolhi uma estrela para toda a eternidade.

Sonhei com o amor eterno, também.

Tive pesadelos e acordei de noite com sede, muita sede.

Tive belos sonhos e acordei ao lado da pessoa mais linda deste mundo.

Conheci pessoas fantásticas, outras nem tanto.

Andei.

Andei por colinas de areia.

Observei muito as pessoas.

Trabalhei com os melhores profissionais e amigos

Ví o meu reflexo e estou tentando fazer as pazes.

Foi um janeiro incrível.

Bem-vindo, 2013.

Vamos jogar nossos certificados no lixo!

José Hamilton Ribeiro
Seis Esso: "Faculdade de jornalismo é uma bosta"

Calma, toda qualificação é importante. Sou daqueles que defendem o diploma no curso de jornalismo e em qualquer formação. A preparação para o mercado profissional é, certamente, a melhor maneira de se colocar na competição, juntamente no pelotão de elite, talvez. Mas e quando o mercado não coloca em prática nada do que realmente aprendemos na faculdade?

Aí que está a questão, falo do jornalismo porque é uma área que me interessa e claro, trabalho com. Aprendemos tantas coisas na faculdade, será inútil?. Não quero entrar no mérito da questão, somente que os praticantes do jornalismo estão muitos distantes dos que aplicam. A teoria está longe da prática, é isso que eu vejo.

Esses dias em um bate papo descontraído, antes de uma entrevista, o jornalista José Hamilton Ribeiro, disse a uma amiga para jogar o diploma no lixo, mas como ainda ela era estudante, comentou sem delongas: “Curso de jornalismo é uma bosta”. Eu fiquei me perguntando o motivo dele ter dito isso. Estudar jornalismo é mesmo uma bosta? As cátedras são ruins? Não cheguei a nenhuma conclusão. O ganhador de seis prêmios Esso causou essa confusão em minha cabeça, bem em um momento que por motivos de poderes maiores, estou inabilitado de terminar o meu curso superior.

Mas eu bem que conclui algo lendo a Veja (09/05). Na capa, nada de imparcialidade, o motivo disso? Eu sei, o mercado da imprensa. Mas talvez é este mercado que jogou o diploma do jornalismo no lixo e diz todos os momentos: “Certificado é só para colocar na parede”. Mas digo que as merdas feitas pelo mercado devem ser limpas com ele, o diploma, que pelo menos mostra que alguém foi qualificado e no mínimo teve aula de ética no currículo. Ou só existem jornalistas comprados pelo sistema?