Sobre o crítico dos críticos

Muitos renegam a paixão humana sobre os excessos cometidos nos inflados discursos. Há aqueles que se preocupam demasiado com a vírgula, e os que não acentuam direito. Nesses dois casos existe o crítico para realizar o seu papel na sociedade. Regrar excessos e deixar de lado as atitudes que deram certo, na maioria das vezes.

Não é que o papel desses seja desproporcional. Mas aqueles que se destacam de  um monte de porcaria que vemos na internet. É o pensamento fugaz e verdadeiro, de admitir que uma pessoa não pode comentar sobre tudo, até pode, mas existem coisas que não posso me meter, talvez por não ter uma base teórica sobre o assunto em questão.

O crítico precisa ter chão, para cair no ostracismo ou se sustentar na glória. Ser crítico não é adotar uma postura sanguinária de guerra, entre tudo é necessário analisar e dar soluções às palavras que foram comentadas, isso com brilhantismo de ideias.

Não somos uma bolha, mas estamos inseridos nela. Fazemos parte de uma sociedade hipócrita, mas não somos hipócrita, só aceitamos a hipocrisia alheia. Só é preciso refletir para não cometer os erros que, por muitas vezes, já foram cometidos.

Sobre o crítico dos críticos, digo: “você não existe”, ou queira existir, por favor. Seja então para nos ensinar, vê e tudo analisará, desde que tenha olhos de verdade, de humano.

Vamos jogar nossos certificados no lixo!

José Hamilton Ribeiro
Seis Esso: "Faculdade de jornalismo é uma bosta"

Calma, toda qualificação é importante. Sou daqueles que defendem o diploma no curso de jornalismo e em qualquer formação. A preparação para o mercado profissional é, certamente, a melhor maneira de se colocar na competição, juntamente no pelotão de elite, talvez. Mas e quando o mercado não coloca em prática nada do que realmente aprendemos na faculdade?

Aí que está a questão, falo do jornalismo porque é uma área que me interessa e claro, trabalho com. Aprendemos tantas coisas na faculdade, será inútil?. Não quero entrar no mérito da questão, somente que os praticantes do jornalismo estão muitos distantes dos que aplicam. A teoria está longe da prática, é isso que eu vejo.

Esses dias em um bate papo descontraído, antes de uma entrevista, o jornalista José Hamilton Ribeiro, disse a uma amiga para jogar o diploma no lixo, mas como ainda ela era estudante, comentou sem delongas: “Curso de jornalismo é uma bosta”. Eu fiquei me perguntando o motivo dele ter dito isso. Estudar jornalismo é mesmo uma bosta? As cátedras são ruins? Não cheguei a nenhuma conclusão. O ganhador de seis prêmios Esso causou essa confusão em minha cabeça, bem em um momento que por motivos de poderes maiores, estou inabilitado de terminar o meu curso superior.

Mas eu bem que conclui algo lendo a Veja (09/05). Na capa, nada de imparcialidade, o motivo disso? Eu sei, o mercado da imprensa. Mas talvez é este mercado que jogou o diploma do jornalismo no lixo e diz todos os momentos: “Certificado é só para colocar na parede”. Mas digo que as merdas feitas pelo mercado devem ser limpas com ele, o diploma, que pelo menos mostra que alguém foi qualificado e no mínimo teve aula de ética no currículo. Ou só existem jornalistas comprados pelo sistema?