Sobre o processo criativo de “Tudo o que sabemos sobre a escuridão”

Terminei de publicar a primeira parte de “Tudo o que sabemos sobre a escuridão“, meu livro que estou escrevendo lá no Whattpad.

TQSSE é uma distopia singela que nasceu de uma ideia quando terminei de ler A Passagem, um livro sensacional que recomendo muito a leitura. Com referência clara ao livro do Justin Cronin, na personagem Amy, criei uma criança que será o foco de todo a processo da história.

Nestes capítulos, eu fiz uma transição no narrador alternando entre alguns personagens básicos (mãe e avô) e o principal. Algo logicamente adaptado de Game of Thrones.

A história começa forte e doentia. Onde quero deixar claro a origem do pequeno Mateus. Ele é curioso, apaixonado e um pouco tímido. Mas com um turbilhão de coisas que está acontecendo a sua volta, não perde a esperança de que tudo vai melhorar e ele vai atrás disso. junto com o Mimo, o seu gatinho.

Ainda tentei criar alguns cliffhangers, que é um recurso de roteiro para deixar o leitor bem a beira do abismo nos finais de cada capítulo, ou seja, esperando pelo que vai acontecer na próxima página.

Esta primeira parte é pequena, com apenas 6 capítulos, aproximadamente 13.ooo caracteres. Com uma edição meio básica, chega a 10 páginas. Eu sei que ainda é pouco para quem quer escrever mais ou menos 100, mas estou bem confiante com a história e com o que eu já tenho planejado para as próximas partes.

A partir de agora, na segunda parte da história, Mateus começa a encontrar coisas diferentes. E a percepção dele com o mundo é que vai fazer a diferença para o leitor. Pois veremos um mundo em caos pelos olhos de uma criança.

Espero que vocês estejam gostando de “Tudo o que sabemos sobre a escuridão“. Eu gostaria muito de receber algum feedback.

ps.: Obrigado Fábio Déo Garcia e Bruno Confortin pelo apoio e incentivo.

Review: A Passagem – Justin Cronin

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“Denso” talvez seja a melhor palavra qualificar “A Passagem”. Há anos eu não lia um “épico” que me prendesse tanto a atenção e fizesse o devorar – quase literalmente.

O livro tem 815 páginas, as 200 primeiras voaram.. depois me enrolei um pouco até a página 400, mas depois disso voltou a voar passando a barreira do som, inclusive. A sensação que tive nas últimas 250 páginas foi que eu estava devorando a história. E isso é um ótimo sentimento para quem gosta de ler. Principalmente quando se trata de uma saga. Neste caso, uma trilogia.

O autor constrói um cenário pós-apocalíptico apostando no imaginário do leitor e não cai em nenhum momento naquele “marasmo” descritivo.

Os personagens pautados no psicológico e não no físico ajuda a entrar no clima de suspense/ação.

Outra coisa super interessante é o desenrolar da história. Às vezes Justin Cronin descontrói o cenário contando os sonhos, nos colocando não só dentro do universo, mas sim na cabeça dos personagens.

O livro é dividido em Partes e Capítulos, o que ajuda bastante a leitura. Mas o interessante é que o autor nunca deixa você a beira de um abismo (cliffhanger)você está mergulhando em um o tempo todo!

Antes de ler fui buscar ver/ler algumas resenhas do livro. Agora que li posso afirmar que: Nenhuma resenha disponível em português traduz o espírito do livro. Muitos críticos e até mesmo o Stephen King comentam sobre “A Passagem” se tratar de “Vampiros” ou “Algum vírus vampirismo”, porém em nenhum momento do livro o autor comenta isso. É algo bem diferente, na minha opinião.

Bom, para quem gosta de livros/filmes de cenários pós-apocalípticos esse é um livro que precisa muito estar na sua lista de já lidos. Para quem não gosta ou não se interessa – como já foi o meu caso – APENAS leia que você não vai se arrepender. Só tenho agradecer muito quem me indicou esta leitura, pq mudou bastante a forma como eu esperava que uma história desse gênero fosse escrita. Aliás, a forma de escrita é diferente de tudo o que eu já li.

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