Por tudo que tenha acontecido comigo nestes últimos anos, por todo o meu amadurecimento como pessoa e crescimento profissional, eu ainda acredito que a fantasia é a grande mediadora da razão. É ela que me ajuda a levantar nas frias madrugadas, são os sonhos de encontrar uma realidade melhor que sempre me anima.

Tenho grandes exemplos que me auxiliam a provar que estou no caminho correto. Mas gostaria de tecer comentários sobre a falta de bons produtos de consumo midiaticos para as nossas crianças e isso com certeza fará falta e está moldando uma geração totalmente diferente da minha, psicologicamente e principalmente falando. Isso, definitivamente, não é ruim, mas poderia ser diferente.

Este que vos escreve nasceu em 1989. Mas gostaria mesmo de ter nascido pelo menos uns 10 anos antes, na época da melhor safra da televisão para as crianças. Não há dúvidas de que a década de 80 foi a mais produtiva e inspiradora. Só para relembrar Os Jetsons; Os Smurfs; Os Muppets; He Man; Os ursinhos carinhosos; A caverna do Dragão; Cavalo de Fogo. E gente, existe coisa mais linda que Cavalo de Fogo?

Já o começo da década de 90 foi decadente – para não dizer decepcionante, os produtores queriam uma revolução no conteúdo. Foi uma verdadeira correria contra o tempo para aliar a tecnologia a produção que pode ter afetado sim na criatividade. Foi onde começaram a pecar no elaboração final de um produto. O inicio da década pode ter valido a pena Denys; Rugrats; O Fantástico Mundo de Bob; Du, Edu, Dudu; além dos violentos, porém excelentes, Pokemon, Cavaleiros do Zodíaco. E nem preciso citar Capitão América, né pessoal. Aqui, lógico, cada um terá um milhão de desenhos para citar. Mas você concorda certamente comigo.

No Brasil Xuxa reinava e a fantasia pura se esvaecia com a TV nacional. Mas pelo menos tive acesso a muita coisa boa na televisão, VHS, k7 e principalmente nos livros.

Para deixar tudo bem as claras, antes que você pense isso, não sou tanto saudosista quanto aparento. Não quero que aquele tempo, gosto de ter ele materializado só na minha mente. O problema que eu quero chegar é, por onde anda a fantasia sem compromisso com a violência?

Eu adoro filmes de fantasia. Realmente eu gosto de ir ao cinema assistir filmes infantis, principalmente os deste gênero.

Passarinho fora do ninho
É assim que ando me sentindo atualmente quando vou ao cinema ou leio um livro destas novas séries. Parece que está tudo muito diferente, não há nada de novo e não cativa. E tenho certeza que o problema não é comigo, pois ainda sou uma pessoa muito sensível.

Um exemplo disso que estou falando é a violência gratuita em “Branca de Neve e o Caçador”. Eu tinha uma expectativa gigante em torno do filme. Até pensando que Hollywood iria consertar o estrago feito com a história da chapeuzinho vermelho com a “A Menina da Capa Vermelha”.

O trailer da Branca de Neve é lindo, vibrante e animador. Já o filme: pífio do começo ao fim. Não há hope, não há magia não existe fantasia. A questão que eu quero chegar é: Qual é a fantasia que as crianças de hoje estão consumindo?

Parece que a modernidade, que o andar da carroagem na velocidade da luz cegou os produtores e educadores enquanto aos produtos bem definidos para o público infantil.

Isso me deixa muito triste. Mas vamos voltar para a televisão e procurar a magia….. Desculpem, mas eu não consigo lembrar de nada que pelo menos resgate a esperança da fantasia.

O que existe são desenhos muito criativos, ou criativos até de mais para o imaginário infantil.

No cinema, o Shrek I foi um marco e realmente dividiu as águas deste gênero no mundo todo. Sherek anunciou a morte dos contos de fadas e enterrou todos em uma trilogia.

Coincidência ou não, o mesmo diretor de Shrek estreou na direção de Crônicas de Nárnia tentando resgatar o gênero fantástico infantil nas telonas. Foi um sucesso, porém não acompanhado pelas duas sequencias, uma pena.

Não quero entrar aqui no mérito da questão de citar Harry Potter, gosto muito do bruxinho, mas acho ele um pouco pesado também para ser colocado neste patamar.

Sonho
Eu ainda sonho com o dia em que ao sair da sala de cinema gostaria de ter ficado lá dentro por horas intermináveis. Eu ainda sonho com o dia em assistir televisão e voltar a querer quebrar o mágico espelho e brincar muito.

Um comentário em “Fantasia no ar

  1. Morra de inveja Garon, eu nasci dez anos antes rsrsrs.
    Mas ter nascido 10 anos antes teve um preço, e esse preço é o bendito saudosismo.
    Sinto falta da Tv, do cinema e da musica dos anos 80 e inicio dos 90.
    Tenho certeza que ter testemunhado tudo isso moldou meu caráter, meu senso de justiça, de certo e errado. Contribuiu para a minha criatividade, me educou.
    Bons velhos tempos…

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