Este documentário fará você mudar a forma como consome moda

Esses dias zapeando no Netflix, como de costume, encontrei um documentário muito tocante. The True Cost é revelador.

Que as grandes corporações estão atrás de mão de obra barata e fazem de tudo para conseguir, isso ai todo mundo tá cansado de saber, até porque é exatamente o conceito do capitalismo. Porém, o que o documentário mostra vai além de um simples conceito político, ele mostra a realidade das pessoas que trabalham em lugares miseráveis para sustentar o nosso “luxo”.

É exatamente isso, as marcas vendem um conceito de exclusividade que ficaremos mais “ricos” comprando mais e mais, contudo o que na verdade é o contrário. Estamos empobrecendo e contribuindo para que cada vez mais sangue seja derramado. Sangue dos trabalhadores que fazem nossas roupas em lugares desprovido de segurança do trabalho. Locais que estão desabando e que já mataram milhares de pessoas. Continuar lendo “Este documentário fará você mudar a forma como consome moda”

Sobre amizades sinceras e insights

Esses dias fiz um post no meu Facebook que gerou uma discussão saudável sobre amizades.

Compartilhei o seguinte comentário:

Essa história de “os melhores amigos são aqueles que me aceitam do jeito que eu sou” não é verdadeira. Então quer dizer que se você for um mané, um ladrão ou sei lá o que, as pessoas devem te aceitar para ser seu amigo?
Não! Os seus melhores amigos devem ser aqueles que querem o seu bem e te avisam das ciladas, Bino.

Algumas pessoas concordaram, outras discordaram e teve até quem achou que era uma indireta.

Mas, acontece que eu continuo acreditando nas amizades verdadeiras. Naquelas que você tem a obrigação de conduzir as pessoas para o lado bom, monitorando se seus amigos estão tomando boas decisões na vida.

De um tempo para cá, tenho aprendido a ser mais sincero comigo e com as pessoas que estão a minha volta, querendo entender qual é a percepção delas sobre mim  e falando qual a percepção que eu tenho delas. Isso é importante para um mundo mais saudável, com mais amor e menos inveja e rancor.

Síndrome de Gabriela
Mas o que fazer com aquelas pessoas que insistem em dizer que são portadores da “Síndrome de Gabriela”, ou seja, as que:

Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela

Eu digo um bem alto e sonoro: SE AFASTE DE PESSOAS ASSIM.

Pessoas que “nasceram assim, e dizem que serão assim para sempre” dispensam o sabor de aprender coisas novas, melhores e muitas vezes não sabem que estão trilhando por um caminho muito mais difícil.

Nesta coluna sempre tenho falado sobre os Millennials e a Geração Y, são pessoas que além de todas as características citadas nos textos já publicados, valorizam o feedback das gerações anteriores e estão dispostas a aprender ainda mais com a própria geração seja lendo blogs, vendo canais no Youtube ou adotando personalidades insighters como influência para seus projetos e projeção pessoal.

Confira alguns insighters:

Camila Giacomeli
Empreendedora de Foz do Iguaçu, do Iguassu Coworking. Compartilha em suas redes sociais matérias sobre empreendimentos criativos para facilitar o desenvolvimento de novos negócios.

Rafael Guimarães
Publicitário de Foz do Iguaçu, o Rafa é um cara que compartilha muito conteúdo legal para quem trabalha com design, redes sociais e fotografia. Vale cada insight!

Texto originalmente publicado na Revista DIVA. Edição #79. Abril de 2016.

Stay with me

Precisamos parar de vez em quando (na verdade todos os dias) e rever as nossas atitudes com as pessoas que estão próximas e principalmente aquelas que amamos.

Eu levei um puxão de orelha ontem…

Chorei um pouco e observei que estava fazendo coisas erradas e não me preocupando com a pessoa que me faz mais feliz nesta vida.

Nós tendemos a reclamar muito, fazer pouco e agir – que é bom – nada. A grande verdade é essa. E isso precisa definitivamente mudar.

Outra coisa que aprendi esta semana é que temos percorrido um caminho muito estreito entre as montanhas. Se manter no centro é o desafio para um bom um relacionamento. Qualquer passo errado ou descontrole é possível perder o controle e cair no abismo.

E depois quando estamos lá embaixo que vemos a burrada que fizemos. É sempre assim. Daí nós reclamamos, choramingamos e recorremos ao ombro amigo mais perto para desabafar. E o mais difícil é reconhecer mesmo que o erro foi nosso, de se preocupar demais com as amenidades.

Vamos parar de reclamar sobre as coisas que realmente não importam? Eu assumo esse compromisso e vocês?

ps.: Vamos correr na chuva, mesmo que estiver frio?

19 curiosidades sobre mim que talvez as pessoas não saibam

1 – Amo qualquer coisa que tenha tomate seco e champignon.

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2 – Rúcula com arroz é um dos meus pratos favoritos.

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3 – Tenho preconceito com a cor rosa para homens. E sei que isso é idiotice.

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4 – Odeio comemorar o meu aniversário com “Parabéns para vc”.

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5 – O Paulo Coelho já me seguiu no Twitter e me deu um RT.

6 – Gosto de livros de auto-ajuda.

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7 – Sonho em aprender tocar bateria.

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8 – Nárnia não é meu livro de cabeceira, é “Nietzsche para Estressados” de Allan Percy.

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9 – Concordo com Nietzsche quando ele diz que “Recusamos a felicidade”.

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10 – Tenho ódio mortal por impressoras.

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11 – Já zerei Mário quando criança, mas agora não consigo passar da primeira fase.

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12 – Sou todo travado jogando video-game, mas me esforço.

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13 – Sonho em dar a volta ao mundo.

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14 – Trabalho melhor ouvindo música clássica. Um dos meus preferidos é o pianista japonês Ryuichu Sakamoto.

15 – Adoro filmes trash.

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16 – Não tenho nenhum personagem favorito na saga Harry Potter.

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17 – Raramente sonho.

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18 – Não funciono depois das 2h da manhã e antes das 6h.

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19 – Apaixonado por carros esportivos.

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A informação do olhar

Não me faça falar e pare com essa bobagem que o mundo foi feito para você – sentou, cruzou as pernas e continuou – sou assim e não tem nenhum segredo – após uma pequena pausa para um gole de água ouviu:

Mas algo em seus olhos não são certos quanto a sua palavra.

– Não vim neste lugar para ouvir babaquices inúteis e sem provas especificas. Me desculpe, mas estou indo. – Não voltou a olhar para a câmera, olhou para o diretor que estava segurando a dalha com as perguntas que não foram feitas pelo apresentador. Ele era sempre assim, gostava de improvisar. Mas a missão do apresentador  era dura nesse momento. Fizeram a vinheta rodar antes do tempo.

Aplausos e sons de vaia ao mesmo tempo entraram antes da vinheta antecipando o comercial.

Sempre assim: temas polêmicos e cortes exaustivos quando o convidado se irrita e tenta deixar o programa. No início era anunciado uma esponja de aço e promoções de câmeras digitais de segunda. Mas o público não se importava quando acontecia algo chocante e que abalaria as estruturas dos mais velhos. Toda a semana era  36 minutos de bate-papo para chegar em um momento comovente ou irritante, provocante de arrepios e iniciativa de encharque dos olhos.

E o chavão do programa:

“Mas algo em seus olhos não é tão certos quanto a sua palavra”

E alguma resposta parecida com

– Se minto não são meus olhos que irão dizer!

Originalmente escrito em março de 2008

Todos nós somos ridículos, até que nos prove o contrário

“Eu tenho um passado horrível, não queira saber o que eu fiz lá! Mas sou gente boa.. ah, isso eu garanto”.

Isso é verdade, por mais que tenhamos um rastro de história ideal e perfeita, algo de mal nos assombra. Algum ato podre a gente já cometeu. Em algum relacionamento já omitimos uma coisinha ali, outra coisinha lá.

Sempre tem.

Mas será que já paramos para pagar as coisas ruins que fizemos.

Eu ainda não, mas a Piper Kerman sim. A moça em questão ficou um ano presa por contribuir com lavagem de dinheiro, em um relacionamento duvidoso que teve no passado.

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Ela amava…  Aquele “amor cego”, saca? E por isso cometeu alguns deslizes. Ééé… às vezes a gente dá umas furadas assim…

A série original do Netflix é baseada no livro homônimo de Piper Kerman
A série original do Netflix é baseada no livro homônimo de Piper Kerman

A história real de Piper Kerman foi transformada na história de Piper Chapman na série original do Netflix Orange is the New Black, baseada no livro homônimo de Kerman.

OITNB é sensacional. Um misto de comédia com drama, super detalhista e bem produzido. Particularmente, odeio séries cheias de flashback, mas em Orange a volta ao passado desconstrói a história dos personagens e faz um verdadeiro nó na cabeça.

Piper descobre um universo sinistro, cheio de brigas psicológicas e sentimentais. E o ano sabático que ela tanto queria ter se transforma em um inferno.

Com o passar dos episódios, a série retrata a vida das mulheres que estão naquela prisão de forma muito particular e sensível que consegue sair do melodrama para criar um discurso inovador das questões íntimas dos relacionamentos psicossociais da humanidade. (Falei difícil, mas falei bonito!)

Vai pegar mal se eu falar que cada capítulo é um tratado filosófico sobre o nosso passado. E como conseguimos moldar ele com as informações que deixamos lá para trás?

Assista Orange is the New Black pelo Netflix

E.. ah.. a música tema é da Regina Spektor. Vê se não é para se apaixonar?

É fácil: basta ser preconceituoso

Odeio gente burra. Amo os ignorantes.

Vou explicar: As pessoas ignorantes (eu me encaixo perfeitamente entre elas) estão dispostas a saírem deste estado. Elas querem conhecer mais e mais. São atenciosas e preparadas a aceitarem o erro.

As burras, não tem explicação, são burras mesmo. E não fazem a mínima questão de aprender. Dizem que sabem e ponto. E o pior de tudo, não se colocam no lugar do outro. São amargas, não tem amor para dar, não são carinhosas. São preconceituosas.

E é incrível como os preconceituosos se encaixam perfeitamente na categoria “burros” da sub classe humana.

O preconceituoso está a procura da raça ariana. Do “eu perfeito”, do “eu sabedor”, do “eu sei de tudo”, do “o meu dó é melhor que o seu”, do “o meu gosto musical é superior”, do “a minha leitura é de classe”, do “as minhas fotos são perfeitas”, do “eu não orkutizei”.

Não se pode mais ler Paulo Coelho, assistir Esquenta e ouvir Calipso. Que começa o julgamento. Eu não sou locou por Paulo Coelho, não acompanho Esquenta e não ouço Calipso todos os dias, mas eu conheço a obra de Paulo Coelho, admiro muito a Regina Casé e já dancei Calipso algumas vezes. E olha, eu não vejo nenhum problema em ambos gostos.

A internet conseguiu fazer isso muito bem, padronizou o debate sobre o gosto alheio. Vejo isso no Facebook: somos críticos demais para pouca inteligência coletiva. E quando eu falo em pessoas inteligentes, estou citando o contrário de pessoas burras – o que eu descrevi ali em cima.

É fácil estabelecer um padrão do que é certo ou errado com base apenas no gosto pessoal. Eu, por exemplo, sou apaixonado pela obra do Augusto Cury. Ele é o blogueiro de sentimento quando os blogs não existiam. Uma coisa que me irrita é a pessoa falar que odeia a leitura de um livro de “auto-ajuda” e ama os blogs de ajuda sentimental. Dá para entender tamanho confronto existencialista?

Eu adoro generalidades, sou especialista! Curto muito aprender coisas que eu não sei, ou até mesmo que eu não gosto. Isso me complica um pouco, pq sempre estou disposto a aprender coisas novas e acabo não focando em uma ideia fixa. Me dê um livro sobre qualquer assunto, eu vou devorar.

Não tenho um gosto fixo definido. Claro, tem as coisas que eu mais gosto de fazer, mas não me sinto desconfortável frequentando um lugar onde só se houve música folclórica caribenha, por exemplo. Até acho legal, é uma oportunidade de conhecer uma melodia diferente. Dar uma animada e colocar isso no currículo de sentimentos.

Mas é complicado viver assim, sem casulo. A maioria das pessoas ainda quer viver o trivial, encaixotadas. Para isso é fácil, basta ser preconceituoso e continuar na sua, sem dar atenção a ninguém.

Qual lado das coisas é o mais bonito?

Ontem assisti Biutiful, um filme que venho arrastando desde 2011, e foi um soco no estômago que eu precisava tomar. Explico…

A cada dia somos mais indiferentes com as outras pessoas. Não sabemos pedir socorro. Não sabemos pedir colo… E nós precisamos demais de um lugar seguro. O colo da mãe, do pai. Mas não sabemos pedir.

A coletividade morreu. A sociedade está desaparecendo. E com ela as relações generosas que tínhamos.

Estamos cada vez mais inseguros, em uma terra distante da nossa. Em um lugar que não nos pertence. Sinto que estamos tão cansados e inseguros de voltar para onde realmente nos sentimos bem que compartilhamos da esperança de algum dia tentar se sentir melhor onde estamos agora. Aqui nesta terra de estranhos tudo é tão complicado, tudo está tão distante…

Sem querer voltar, sem querer regressar à “infantilidade do amor”, ao amor do olhar, do carinho e das sensações.

O que é a morte? Onde vamos estar quando ela chegar? O que devemos falar antes de morrer?

Nada disso importa na verdade se soubermos realmente viver e falar o que sentimos para as pessoas que estão do nosso lado.

Depois do filme, eu chorei muito por uns 5 minutos sem parar, como nunca antes na vida. Chorei de pensar que já matei os meus pais, os meus irmãos, os meus amigos e as pessoas que me rodeiam.

Matei todos com palavras idiotas. Com atitudes imaturas. Matei com a falta de presença. Com a insegurança do adolescente. Com a irracionalidade de um adulto.

Eu aprendi com o filme que a beleza não está nos olhos de quem vê, mas sim no coração de quem sente. Como costumo falar: “Quanto mais simples mais amor”, então quanto mais sensível mais lindo!

O lado da essência. O lado infantil. O lado que deixamos para trás é o mais lindo.

Está na hora de voltar.