Os millennials têm a solução

A sociedade mudou. Pode observar, palavras como start-up, aplicativos e cowork já fazem parte do nosso cotidiano. Esta geração também está mais apegados a questões ambientais e nos preocupamos ainda com atitudes de responsabilidade social.

Os millennials, como estão sendo chamados os nascidos entre 1980 e 2000 (mais ou menos 18 – 34 anos), representam hoje um pouco mais de 20% da população do planeta. A parcela já é tão grande a ponto de impactar diretamente o consumo pois eles são altamente engajados e conectados.

Além de conectados, os millennials ainda refletem sobre ocupação da cidade de uma forma diferenciada – vide exemplo do Über e da popularização dos foodtrucks, pensam mais em saúde – isso explica as acadêmias e o cultivo do corpo.

Em Foz do Iguaçu, esta geração está alterando a forma e dinâmica da cidade. Temos acompanhado muitos estabelecimentos diferenciados para esta geração. Cito dois exemplos: Bad Ass e Europa Bar.

O Bad Ass busca um cliente diferenciado. Que está preocupado com o que eu costumo chamar de “desing gastronômico”, ou seja, desde a qualidade dos produtos até a decoração. Nada escapa do olhar atento e curioso dos millennials.

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O Europa Bar, pois ele é diferente de tudo de tradicional que já vimos na região. O dono do estabelecimento está a todo o momento conversando com os clientes, eles criaram interação. Vendem as bebidas por um preço muito justo e ainda criam fidelidade.

Os empresários tradicionais estão reinventando os seus produtos para que incluir no leque de produtos algo que surpreenda esta geração. Um exemplo dessa mudança é o que o Mc Donalds está fazendo. Enxugando os produtos, deixando-os mais saudáveis e incluindo uma parte de digital. Além disso, eles ainda estudam uma remodelagem completa das lojas e pontos de venda levando como inspiração as lojas da Chipotle.

Se você é empresário, procure entender melhor esta geração. No Google e principalmente no Youtube você encontrará muitas informações sobre este grande público em potencial.

Texto originalmente publicado na Edição #77 da Revista Diva

Um restaurante por mês 6/12 – BAD ASS CAFÉ

Olá, pessoal

Tô super atrasado nos posts desta série. Por isso, este mês teremos dois restaurantes. o/

Sobre o restaurante ~deste mês: O BAD ASS CAFÉ é algo que Foz do Iguaçu precisava. O local é super descolado e autêntico. Parece que saiu das Rua Augusta, de São Paulo.

A decoração é toda desconstruída, misturando os móveis, poltronas e cadeiras. O chão é de cimento à vista (algo que eu amo na arquitetura). Sem falar das paredes e teto pintados todos em preto. E tenho dito: só usa preto quem tem altíssimo gosto.

Aérea externa

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“Me vê arroz e feijão” será exibido em Portugal e Recife

Acabei de receber a notícia que o filme que produzimos para o Festival Curta Iguassu foi o escolhido pelo público na votação realizada através da internet.

Ainda não caiu a ficha. No momento que fiquei sabendo minha espinha gelou! Foi uma sensação incrível!

Ganhamos como prêmio a exibição do nosso material no festival Fast Foward que acontece anualmente em Praga/Portugal, em abril de 2013, e também na mostra latinoamericana, que integra a programação audivisual da Bienal de Cultura da UNE, em janeiro de 2013, em Recife.

Estamos muito animados. Queremos estar presentes nas duas exibições. E para isso estamos montando planos de patrocínio para apresentar às empresas e pedir apoio.

Agradecemos de coração a todos que votaram e nos apoiaram nesta produção.

Making off curta-metragem “Me vê arroz e feijão”

Contei no post anterior como foi a produção do filme premiado com o segundo lugar  no Festival Curta Iguassu.

Mas agora o Douglas Camargo editou um making off em vídeo que mostra a dimensão do vídeo e como foram as gravações.

O material ficou show, vejam:

Relações pessoais VS Internet, um causo

Atualmente se fala muito na importância das redes sociais, tanto para uso profissional quanto pessoal. Porém há uma linha tênue que separa a crítica da ação.

Quando você coloca na balança os artigos sobre como fazer internet de um lado e no outro as ações que são realizadas, ela não há de pender para a prática.

Isso acontece, pois as pessoas não estão acostumadas ao modo de fazer, ou ainda, talvez pela falta de um manual que regule bem ao certo como todas as teorias podem resultar em boas práticas.

Acontece que a internet mudou os hábitos de consumo e relações do mundo todo, direta e indiretamente.

Hoje gostaria de compartilhar algo sobre relação/prática, isto permite termos uma ideia de como vivemos em uma aldeia global, e que podemos usar de vários artifícios para estreitar nossas afinidades com o uso das mídias sociais.

O caso Germano Rigotto

Ele já foi deputado estadual e federal, governador do Rio Grande do Sul e líder do partido no governo FHC. Mas o que diferencia Rigotto dos outros políticos em seu currículo é o uso que ele faz das mídias sociais. Em seu blog, Germano Rigotto fala sobre as finanças do país, usando um texto claro e limpo, acessível a todos. Porém é no Twitter que ele se destaca. Não fala sobre política. Ele é humano, comenta sobre as suas corridas que pratica, os filmes que assistiu no final de semana, sua relação com a família e o mais legal tem uma interação gigante com sua rede.

Rigotto certamente é o “político” que mais sabe usar as mídias sociais. Não é só pelo lado “descolado” que ele cria, mas como sabe aproveitar as relações interpessoais.

Há mais ou menos um ano, o meu amigo Luiz Henrique Dias começou a trocar tuites com ele, dado a ligação de um comentário sobre um posicionamento do país. Logo, logo os tuites de bom dia de Rigotto para o pessoal de Foz do Iguaçu começaram a me citar. Então comecei a prestar atenção em sua timeline. Eu pensando que era só mais um político a cumprimentar os “eleitores”, mas me surpreendi, pois nunca havia visto alguém usar a plataforma como ele usa.

Então outras pessoas de Foz do Iguaçu começaram interagir com o Rigotto, que demonstrou interesse em conhecer todos pessoalmente, especialmente Marcelo Valente, Luiz Henrique Dias e Luis Henrique Scheffer.

A costura para a palestra em Foz do Iguaçu foi realizado pelo @LuizHDias, e por final Rigotto veio mesmo e falou sobre cenários econômicos para mais de 100 pessoas interessadas no assunto.

A conclusão por mais óbvia que parece ser é um pouco mais complexa e nos faz refletir ainda sobre o tema.

Tomar o caminho inverso

Este exemplo fez o on line parecer muito mais um off line. Uma catarse reversa, que não estamos acostumados a lidar, mas que pode simplificar as nossas vidas e nossas relações.

Crédito foto: Gabriela Keller

A mídia vista por outro ângulo

Estou no sétimo período da faculdade de jornalismo – e por causa de problemas financeiros talvez nem consiga me formar o ano que vem, sou editor de um portal de notícias de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, e assessor de comunicação de um grupo ligado ao turismo, amo o que faço, e faço tudo com muito orgulho.

Tenho uma consciência bem lúcida que talvez eu esteja ocupando estes cargos nem por experiência ou por conhecimento nas áreas que atuo, mas sim por capacidade, esforço e dedicação.

Sei que eu não sou melhor na minha área, e talvez por isso eu tenha tanta dedicação, pois quero fazer o melhor em tudo.

Durante estes anos da faculdade tudo o que eu pude me envolver eu me envolvi. Pauta, produção, reportagem, edição e cinegrafia no jornalismo televisivo. Pauta, reportagem e edição no jornalismo impresso. Reportagem, edição e produção no jornalismo web. E agora estou curioso pelas mídias sociais – sem contar que sempre fui.

Mas nessa última semana, algo mexeu muito forte comigo, senti algo que nenhuma outra experiência tinha me proporcionado.

O evento em questão foi o apoio na organização do Primeiro Encontro Mundial de Blogueiros, que trouxe para Foz do Iguaçu os principais teóricos da comunicação, como Ignácio Ramonet, e os ativistas da web, é o caso do porta-voz do Wikileaks e tantos outros representantes dos movimentos que tem colocado o mundo de cabeça para baixo e dado as costas para a grande mídia monopolista.

Neste evento eu pude sentir como sou pequeno e de certa forma ignorante, em relação ao mundo e a experiência do mundo comigo mesmo.

Eu participei daqueles eventos que as vezes dizemos “mudou a minha vida”, mas não mudou só a minha vida, mudou o meu olhar sobre o mundo e as perspectivas e ângulos pelos quais enxergamos o mundo.

Se temos uma janela para ver os acontecimentos que nos cercam, e essa janela sempre aponta para um lado, é imutável e a paisagem lá fora é sempre a mesma, qual a sua visão do exterior? Sempre a mesma, não é?

No Encontro de Blogueiros pude ter a certeza que o meu nível de criticidade aumentou, sobre a informação da mídia.

E meu gosto pelo jornalismo e o que ele pode fazer com o poder das palavras foi multiplicado.

Se este evento não foi um marco para a comunicação alternativa no Brasil, foi um marco na minha inteligência, significativamente.