Estou no sétimo período da faculdade de jornalismo – e por causa de problemas financeiros talvez nem consiga me formar o ano que vem, sou editor de um portal de notícias de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, e assessor de comunicação de um grupo ligado ao turismo, amo o que faço, e faço tudo com muito orgulho.

Tenho uma consciência bem lúcida que talvez eu esteja ocupando estes cargos nem por experiência ou por conhecimento nas áreas que atuo, mas sim por capacidade, esforço e dedicação.

Sei que eu não sou melhor na minha área, e talvez por isso eu tenha tanta dedicação, pois quero fazer o melhor em tudo.

Durante estes anos da faculdade tudo o que eu pude me envolver eu me envolvi. Pauta, produção, reportagem, edição e cinegrafia no jornalismo televisivo. Pauta, reportagem e edição no jornalismo impresso. Reportagem, edição e produção no jornalismo web. E agora estou curioso pelas mídias sociais – sem contar que sempre fui.

Mas nessa última semana, algo mexeu muito forte comigo, senti algo que nenhuma outra experiência tinha me proporcionado.

O evento em questão foi o apoio na organização do Primeiro Encontro Mundial de Blogueiros, que trouxe para Foz do Iguaçu os principais teóricos da comunicação, como Ignácio Ramonet, e os ativistas da web, é o caso do porta-voz do Wikileaks e tantos outros representantes dos movimentos que tem colocado o mundo de cabeça para baixo e dado as costas para a grande mídia monopolista.

Neste evento eu pude sentir como sou pequeno e de certa forma ignorante, em relação ao mundo e a experiência do mundo comigo mesmo.

Eu participei daqueles eventos que as vezes dizemos “mudou a minha vida”, mas não mudou só a minha vida, mudou o meu olhar sobre o mundo e as perspectivas e ângulos pelos quais enxergamos o mundo.

Se temos uma janela para ver os acontecimentos que nos cercam, e essa janela sempre aponta para um lado, é imutável e a paisagem lá fora é sempre a mesma, qual a sua visão do exterior? Sempre a mesma, não é?

No Encontro de Blogueiros pude ter a certeza que o meu nível de criticidade aumentou, sobre a informação da mídia.

E meu gosto pelo jornalismo e o que ele pode fazer com o poder das palavras foi multiplicado.

Se este evento não foi um marco para a comunicação alternativa no Brasil, foi um marco na minha inteligência, significativamente.

Um comentário em “A mídia vista por outro ângulo

  1. Minha impressão foi similar à sua. Fico feliz por isso. Ainda vou escrever meu post, mas já posso adiantar que um grande e novo horizonte se abriu pra mim no evento. Ele foi interessante pra alargar parâmetros, destruir pré-conceitos e ver que nossa profissão (ou será vocação? *balança as sobrancelhas*) é muito mais do que a gente imagina.

    Beijos, amigo!

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