Quem vai nos orientar se fizermos algo errado?

Assistindo Face Off (aquele programa de maquiagens profissionais e efeitos especiais que passa no canal SyFy) me deparo com uma situação em que fiquei refletindo horas até tomar coragem de escrever este texto.

Em um desafio, os participantes do programa deveriam criar um personagem de acordo com um objeto considerado “amaldiçoado”.

Uma participante em especial chamou a minha atenção. Além de criar a maquiagem ela fez um artefato para sua composição.

Em algum momento do programa ela solta um:

Preciso me desafiar. Se não for agora, quando?

De acordo com a própria participante, seria um momento especial. Ela daria um passo a mais em sua jornada dentro do programa. Estava se desafiando a fazer algo especial diferente de tudo o que teria feito até agora. Continuar lendo “Quem vai nos orientar se fizermos algo errado?”

A proposta

Matheus sempre vivia com um livro de baixo do braço. Por onde passava, em qualquer lugar, sentava e mergulhava no universo dos seus personagens. Vivia inventando histórias em sua mente também. Viajava em diversos mundos, dos livros e dos universos que criava. Ele estava tão submerso nos livros que pouco entendia o que estava passando na vida real, que o governo ditatorial de Afonso de Cezar havia abolido os livros de literatura de seu regime e a sua patrulha acabara de chegar no condado onde Matheus vivia.

Certo dia, Matheus chegava na biblioteca de sua escola para pegar mais um livro que imaginava que pudesse passar dias navegando em novas histórias, mas viu um povo meio estranho todos vestidos de um cintilante vermelho, de posse de rifles e incendiares automáticos, colocando fogo em todos os livros.

Uma emoção muito forte tomou conta de Matheus. Algo que ele nunca havia sentido. Era a raiva, ódio e algo que nem ele mesmo conseguia explicar.

A diretora da biblioteca, uma senhora que mantinha as tradições de contação de histórias toda quarta-feira explicou o que estava acontecendo.

Disse que além dos livros, escrever e contar histórias também estavam proibidos, de acordo com o novo decreto de Afonso de Cezar.

– Mas o que podemos fazer para acabar com essa crueldade, Dona Clotilde? – disse o pequeno Matheus.

– Não se pode fazer nada. Eles tem armas e a nova medida do governo é essa, meu jovem. – explicou a voz rouca da senhora.

“Eu não acredito… Existe algo que temos que fazer”, pensou Matheus, sentindo a garganta e o peito apertados.

O pequeno e corajoso jovem então saiu correndo em direção aos capangas do governo ditatorial e soltou um:

– Eu gostaria de me encontrar com o seu comandante! – Matheus exclamou.

– Saia daqui, pequeno. Porém, digo a você que qualquer morador do condado pode se comunicar com nosso general escrevendo uma carta… – Um soldado disse, entregando um pequeno cartão contendo um endereço postal.

Matheus pegou o cartão e sabia o que tinha que fazer. Foi correndo para casa. Ele tinha que ter uma explicação. Não era possível o que estava acontecendo. “Essa barbaridade tem que acabar agora”, pensou.

Matheus pegou então um lápis e uma folha de papel em branco e pôs a escrever. Redigiu 4 folhas – frente e verso. Quando acabou foi logo enviar a correspondência na agência postal que ficava ali, há 3 quadras do orfanato onde morava.

Se passando 3 dias, guardas apareceram na frente da casa de Matheus. O levaram para uma conversa com o grande general.

Em conversa particular. Sem a presença de mais ninguém, Matheus estava firme de suas convicções. Estava confiante e com a cabeça erguida. Era isso mesmo que ele queria.
Em certo ponto da conversa, Afonso de Cezar olhou friamente nos olhos do pequeno e disse:

– Eu reconheço uma boa proposta quando olho para ela. – E ordenou que levassem Matheus do gabinete que fedia a carpete e óleo combustível que mantinha as luminárias acesas.

Os livros voltaram a circular pelas bibliotecas, mas os amiguinhos de Matheus sentem a sua faltam, principalmente para brincar no parquinho todos os dias.

Esse coraçãozinho

Quando voltei já tinha passado o facão no pulso. Já tinha sugado o sangue. Já tinha degolado.Estava mesmo sem pescoço.Sangue por todo o lado.Muito sangue.Sangue escorrendo nos lábios.

Músculos e nervos entre os dentes.

Ele na maca cirúrgica. Eu de pé. Desapontada.Triste por ele não estar mais entre nós. Infeliz, por ter acabado assim. Está frio. Está muito frio. Está congelante.

Fecho a porta.

A cabeça está no chão, ainda sai sangue por todos os lados. Os olhos estão na pia, sangrando. O coração, carrego nos braços. Aqui, juntinho com o meu.

Ninguém vai tirar esse coração de mim!

Ele ainda pulsa. Tá vendo? Olha aqui, ele está batendo.

É vermelho. Vermelho como o vinho em uma taça rasa.
Vermelho como o céu de novembro, ao final da tarde.

Vermelhinho…

Vai ficar aqui, do meu ladinho, para sempre. Esse coraçãozinho.

Publicado originalmente no Ninho de Mafagafas em 13 de setembro de 2013

Sobre amizades sinceras e insights

Esses dias fiz um post no meu Facebook que gerou uma discussão saudável sobre amizades.

Compartilhei o seguinte comentário:

Essa história de “os melhores amigos são aqueles que me aceitam do jeito que eu sou” não é verdadeira. Então quer dizer que se você for um mané, um ladrão ou sei lá o que, as pessoas devem te aceitar para ser seu amigo?
Não! Os seus melhores amigos devem ser aqueles que querem o seu bem e te avisam das ciladas, Bino.

Algumas pessoas concordaram, outras discordaram e teve até quem achou que era uma indireta.

Mas, acontece que eu continuo acreditando nas amizades verdadeiras. Naquelas que você tem a obrigação de conduzir as pessoas para o lado bom, monitorando se seus amigos estão tomando boas decisões na vida.

De um tempo para cá, tenho aprendido a ser mais sincero comigo e com as pessoas que estão a minha volta, querendo entender qual é a percepção delas sobre mim  e falando qual a percepção que eu tenho delas. Isso é importante para um mundo mais saudável, com mais amor e menos inveja e rancor.

Síndrome de Gabriela
Mas o que fazer com aquelas pessoas que insistem em dizer que são portadores da “Síndrome de Gabriela”, ou seja, as que:

Eu nasci assim eu cresci assim e sou mesmo assim
Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela

Eu digo um bem alto e sonoro: SE AFASTE DE PESSOAS ASSIM.

Pessoas que “nasceram assim, e dizem que serão assim para sempre” dispensam o sabor de aprender coisas novas, melhores e muitas vezes não sabem que estão trilhando por um caminho muito mais difícil.

Nesta coluna sempre tenho falado sobre os Millennials e a Geração Y, são pessoas que além de todas as características citadas nos textos já publicados, valorizam o feedback das gerações anteriores e estão dispostas a aprender ainda mais com a própria geração seja lendo blogs, vendo canais no Youtube ou adotando personalidades insighters como influência para seus projetos e projeção pessoal.

Confira alguns insighters:

Camila Giacomeli
Empreendedora de Foz do Iguaçu, do Iguassu Coworking. Compartilha em suas redes sociais matérias sobre empreendimentos criativos para facilitar o desenvolvimento de novos negócios.

Rafael Guimarães
Publicitário de Foz do Iguaçu, o Rafa é um cara que compartilha muito conteúdo legal para quem trabalha com design, redes sociais e fotografia. Vale cada insight!

Texto originalmente publicado na Revista DIVA. Edição #79. Abril de 2016.

Os millennials têm a solução

A sociedade mudou. Pode observar, palavras como start-up, aplicativos e cowork já fazem parte do nosso cotidiano. Esta geração também está mais apegados a questões ambientais e nos preocupamos ainda com atitudes de responsabilidade social.

Os millennials, como estão sendo chamados os nascidos entre 1980 e 2000 (mais ou menos 18 – 34 anos), representam hoje um pouco mais de 20% da população do planeta. A parcela já é tão grande a ponto de impactar diretamente o consumo pois eles são altamente engajados e conectados.

Além de conectados, os millennials ainda refletem sobre ocupação da cidade de uma forma diferenciada – vide exemplo do Über e da popularização dos foodtrucks, pensam mais em saúde – isso explica as acadêmias e o cultivo do corpo.

Em Foz do Iguaçu, esta geração está alterando a forma e dinâmica da cidade. Temos acompanhado muitos estabelecimentos diferenciados para esta geração. Cito dois exemplos: Bad Ass e Europa Bar.

O Bad Ass busca um cliente diferenciado. Que está preocupado com o que eu costumo chamar de “desing gastronômico”, ou seja, desde a qualidade dos produtos até a decoração. Nada escapa do olhar atento e curioso dos millennials.

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O Europa Bar, pois ele é diferente de tudo de tradicional que já vimos na região. O dono do estabelecimento está a todo o momento conversando com os clientes, eles criaram interação. Vendem as bebidas por um preço muito justo e ainda criam fidelidade.

Os empresários tradicionais estão reinventando os seus produtos para que incluir no leque de produtos algo que surpreenda esta geração. Um exemplo dessa mudança é o que o Mc Donalds está fazendo. Enxugando os produtos, deixando-os mais saudáveis e incluindo uma parte de digital. Além disso, eles ainda estudam uma remodelagem completa das lojas e pontos de venda levando como inspiração as lojas da Chipotle.

Se você é empresário, procure entender melhor esta geração. No Google e principalmente no Youtube você encontrará muitas informações sobre este grande público em potencial.

Texto originalmente publicado na Edição #77 da Revista Diva

O design gastronômico

O termo “design” é muito usado na comunicação para idealizar algo relacionado a criação e elaboração de campanhas. Um design clean, por exemplo é uma marca registrada dos produtos da Apple.

Mas o design está em todas as partes. Na forma como nos relacionamos com as pessoas: é o design interpessoal. Na forma como a cidade está estabelecida: é o design urbano.

Assim, design acaba sendo um termo voltado para a forma como o homem se relaciona com o desenho. E como o homem se relaciona com a gastronomia?

É o design gastronômico. Continuar lendo “O design gastronômico”

5 hábitos que nos afastam das pessoas e como podemos mudar

Nessa vida interligada e superativa que temos, sempre é bom cuidar dos hábitos relacionados ao ego. O ego é aquele eu que a gente mostra aos outros, ele está preso pela razão. Por isso ter uma maneirada e demonstrar um pouco mais de humildade para poder crescer.

Eu não sou o dono da razão, mas sempre estou me cuidando para conter os meus impulsos.

  1. PRECISO DIZER PARA TODO MUNDO QUE JÁ ESTIVE NO EXTERIOR
    É legal fazer uma viagem internacional? É! É bacana fazer um curso na gringa? É maravilhoso! Mas evite dizer isso com uma certa frequência para os seus amigos, pois fica chato e pode afastar as pessoas de você.
  2. EU SEI DE TUDO E PRECISO COMENTAR SOBRE TUDO O TEMPO TODO
    É bom ter uma velha opinião formada sobre tudo, mas expor ela o tempo todo ou simplesmente retrucar todo mundo com: “Eu sei!”, “Eu já li sobre”, ou “Sim, eu já vi” é bem irritante.
  3. SOU SEMPRE O LÍDER
    Das brincadeiras, dos projetos e do happy hour… Você canaliza a atenção para você de certa forma que ninguém mais suporta estar do seu lado.
  4. RESGATO O PASSADO O TODA HORA
    Filho/a o tempo anda… Ser o tio do é pavê ou é pra come já deu, né? Na sua faculdade ou no seu trabalho anterior você já fez isso? Ah, então, vamos andar para frente e ver o que pode ser feito a partir de agora? Pela atenção, obrigado.
  5. DEMONSTRO QUE SEI FAZER TUDO!
    Geralmente isso acontece com pessoas que querem chamar a atenção. Elas dizem que sabem de tudo e não pedem auxilio para quem está do ladinho. Não diz não, abraça o mundo e não entrega resultados positivos.

E como mudar?

ELOGIE MAIS
Esqueça o alterego e elogie mais. Diga que a pessoa se esforçou e valorize os que estão ao seu lado.

PEÇA AJUDA
Não adianta quebrar a cabeça, as pessoas ao seu lado geralmente querem te ajudar. Se não, quebre esse gelo e ofereça ajuda caso ela precise.

PERGUNTE A OPINIÃO DOS OUTROS
Pedir a opinião é uma forma básica e simples de se aproximar de outra pessoa. E também uma forma legal de sair do casulo.

OUÇA MAIS DO QUE FALE
Já viu aquelas figuras budistas que tem as orelhas super grandes? Pois é, Buda nos ensina que devemos ser mais ouvidos a boca. Ouvir sempre mais o outros é algo que nos fortalece como pessoas.

City Tour em Foz do Iguaçu

Algumas coisas que todos precisam saber ao completar 25 anos

Completei 25 primaveras no final de outubro. Quando criança, imaginava que nesta altura da vida já teria um bom carro, conhecido o mundo inteiro e estaria casado.

Algumas  coisas não saíram como o planejado.

Bom, eu até que já viajei bastante – não o quanto gostaria  – ainda não casei, mas pelo menos eu tenho um carro – se isso serve de consolo.

Lembra como nos sentimos perdidos naquela fase dos 15 anos? A gente não se sente criança e tampouco somos jovens. Os 25 anos é uma transição entre a juventude e a fase adulta. É difícil nos encaixarmos em alguma destas 2 classificações. Por isso é um marco. É o 1/4 de século. É o momento de fazer as pazes com você mesmo.

Veja alguns pontos que eu acho importante destacar:

1 – Nada de nariz empinado. Você ainda não aprendeu nada nesta vida e tem o mundo pela frente. Ser curioso e humilde te abrirá as portas de tudo e de todos.

2 – Responsabilidade e comprometimento. Ter a responsabilidade de um adulto e o comprometimento de um jovem fará toda a diferença no ambiente profissional. 

3 – Independência financeira. Toda criança acha que vai ser sustentado pelos pais o resto da vida e acabamos prolongamos nossa independência. Mas eu te digo que trabalhar para pagar os próprios gastos é a melhor coisa ever! Então procure uma colocação no mercado de trabalho o quanto antes.  

4 – Viaje! O fato de não ter filhos ou poucas contas para pagar ajuda a sobrar uma graninha no final do mês, então se aventure por esse mundão a fora – você sentirá falta disso quando a idade chegar! Se perca pelas ruas de Paris ou pelo subúrbio de Buenos Aires, sem rumo e roteiro! Se hospede em hostels ou pousadas e conheça o máximo de pessoas que puder!

5 – Troque experiências. Quando a gente ainda tem uma certa idade, o mundo perdoa a “falta de experiência” e para obter este conhecimento procure manter uma rede de relacionamentos ampla e diversificada. Isto auxiliará a trocar experiências sobre assuntos que não é a sua especialidade, mas que com certeza te auxiliará no decorrer da vida.

6 – Valorize o clássico. A maioria das pessoas tendem a achar o clássico desatualizado e sem sentido. Tem também aqueles que falam: “é muito complicado e cafona”. Mas não é bem assim. Os clássicos estão no cânone pois reinventaram a literatura, a música, a arte e o cinema. Conhecer o que já foi feito é ótimo para saber o que está por vir.

7 – Tenha um projeto pessoal. Cultive algo para chamar de seu e valorize o seu lado empreendedor.

8 – Nada de carboidrato depois das 19h. Aos 25 anos o organismo começa a dar alguns sinais. O metabolismo que antes era rápido e você poderia comer qualquer coisa sem engordar agora não é o mesmo. Evite o carboidrato e nada dele depois das 19h. ENGORDA PARA CARALHO!

9 – Muita água! Antes e depois da balada, pfvr. 

10 – Cuide bem dos joelhos. Eles lhe acompanharão pelo resto da vida. 

 

garon piceli atacama

 

Meu primeiro ensaio

Há séculos venho combinando com alguns amigos fotógrafos “Vamos sair qualquer dia desses para tirar umas fotos… Forjar um ensaio… Algo para nos divertir e ver o resultado depois…” Mas nada se concretizava, pois em um final de semana eu tinha compromisso, no outro estaria viajando… E assim o projeto de fotografar alguém ia ficando só no papel.

Mas tudo isso mudou neste domingo, quando aceitei o convite da querida amiga e fotógrafa Carolina Poliane.  Ela estava com um ensaio de uma gestante marcado para fazer no domingo no hotel Panorama aqui em Foz e me convidou. 

Eu aceitei.

Antes de falar sobre a minha experiência no dia, quero apresentar para vocês o trabalho da Carol. Eu tenho acompanhado ela há aproximadamente 1 ano. E tenho visto muito a evolução em seus cliques. Ela tem um trabalho super legal e o que mais me chama atenção é a dedicação artesanal que ela tem na preparação dos acessórios que usa durante o ensaio. Um grande diferencial. E apesar de ser láááá de Itaipulândia, sempre tem uns ensaios marcados em Foz do Iguaçu.

Vocês pode acompanhar o trabalho da Carol na fanpage: https://www.facebook.com/CarolinaPolianeFotografias

Confesso que estava bem inseguro. Uma coisa é fazer as fotos para se divertir, aprender com os erros e tudo mais. Outra coisa é fazer um ensaio de verdade. Fiquei mais na iluminação segurando o rebatedor para a Carol que tirando foto. Não sabia por onde começar, como dirigir a fotografada e nem que cenário escolher. Foi tudo bem constrangedor para mim. 

É neste momento que devo dar o devido valor ao trabalho dos amigos fotógrafos. Pq, olha, não é fácil MESMO!

Em 1h30 de fotos mais ou menos, eu tirei umas 50 ou 60 fotos. Fiquei contente com o resultado de apenas 11 fotos :( AOEIAUHEUAHE

Confere ai algumas fotos do meu dia como fotógrafo:

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E aí… O que acharam?

Carta aberta para você que me procurou…

Leia ao som de Michicant (Deluxe) Bon Iver:

Eu quero ouvir as suas histórias. Quero sorrir com o que você me conta. E se forem trágicas, quero chorar também.

Quero te colocar no meu colo e dar carinho. Fazer cafuné a noite inteira se for necessário.

Quero sair com você no restaurante que você mais gosta. Aquele que fomos para comemorar 1 mês de namoro. Eu me arrumei todo, pois era uma data realmente importante para mim. Foi quando eu aceitei os meus sentimentos por você e pude ver que isso foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Eu sei que você demorou para me encontrar. Sei que andou indo a lugares errados e conheceu muita gente que não queria conhecer. E saiu com muitos caras que não faziam o seu tipo. Mas agora estamos juntos. E nada mais do passado importa, não é mesmo?

Quero ler o nosso livro favorito, quantas vezes você quiser ouvir a minha voz. Quero assistir o nosso seriado predileto e vou ficar muito bravo se você fizer isso sozinho ou com outra pessoa, mesmo que for um amigo qualquer. Eu sei que isso pode parecer infantil, mas é importante para mim.

Vou sentir muitos ciúmes quando outra pessoa te chamar de amor ou seus derivados como “mor” “morzinhu” ou “morzão” Isso deveria ser regra aos casais apaixonados. E fico muito infeliz que não esteja na constituição. Não me acuse por favor, apenas tente ver com um lado bom.

Se entrega um pouquinho mais para mim. Sei que o mundo lá fora tentou te estragar. Mas estou aqui para te conquistar todos os dias. E te descobrir quando estiver com calor, porque eu sei que você tem um corpo quente. Pode ficar descoberto a noite, eu pego o lençol todo para mim… pode deixar.

Quero dividir os nossos melhores segundos. Pois quando estamos juntos tudo passa muito rápido. E o movimentar do grande ponteiro do relógio não passa de milésimos de ação do ponteiro menor.

Quero muito que lembre de mim quando estiver fazendo aquela prova super difícil de lógica que você odeia. Talvez ela fique mais leve, mais tranquila… sei lá.

Confesso que eu gosto de bateria até queria aprender, mas acho que não combina com você. Você é calma… por isso decidi aprender a tocar violão. A gente pode ficar a noite toda cantando as nossas músicas preferidas dentro de uma cabana de cobertas em cima da cama.

Gosto de te ver sorrindo, por isso de vez em quando permita-me te fazer cócegas.

Desculpa se muitas vezes eu cheguei suado do trabalho para te ver. Aconteceu da saudade bater mais forte e eu precisava mesmo de você. Pois, uhn… o seu olhar me acalma.

Sei que você não gosta de declarações exageradas de amor em público, mas deixa eu te dar um beijinho na frente de todo mundo e gritar em cima dos telhados que te amo? Só para eles verem que somos um casal feliz. Talvez isso influencie um mundo mais amoroso.

Desculpa se fui recatado na cama, só queria te dar carinho e ser atencioso, mas se você quer mais sex appel, aguarde…

Ah, também gosto te contestar, mas gosto mais ainda quando chegamos a um denominador comum com um “Ok” de ambas às partes só para a gente concordar por concordar. Isso é realmente engraçado.

Eu te admiro não só porque você é linda e gostosa, mas porque é inteligente e não fica por aí se gabando. Você lê muito e sabe como ninguém contar uma história com uma expressão facial assustadoramente animada. Ah, você pensa que não fala com as mãos? Acho que você vai descobrir ser descendente de italiano de tanto que mexe com elas quando vai falar algo importante.

Não acho que combinamos tanto assim, mas não sei se precisamos combinar mesmo. O que importa é que eu adoro os seus gostos e tudo o que você faz.

Sei que a vida é uma montanha russa, as vezes estamos em cima e outras em baixo. (Essa foi ruim, né?…). Mas quero te ver nos momentos bons e ruins.

Apenas pelo motivo de te amar.

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Esse texto é uma resposta para “Pra eu me apaixonar por você” de Débora Brauhardt