7 dicas e meia para um bom relacionamento em 2014

Nunca dei tanto conselhos amorosos a casais como no final de 2013. Quero agradecer muito a essas pessoas que me confidenciaram os seus sentimentos. Me permitindo, por muitas vezes, apontar erros e acertos.

Em cima dessas conversas, elaborei uma pequena lista com 7 dicas e meia para ter um relacionamento profícuo neste ano vindouro e nos próximos.

1 – Ter o próprio espaço: Amar é importante. Querer a pessoa por perto é gostoso. Mas é preciso ter a própria vida. Ter um espaço respeitando o relacionamento, lógico.

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Foto: http://deleedela.com/

2 – Sentir saudade: É fundamental sentir a falta. A gente sente quando passa o dia sem ver a namorada/o. Mas tente mais que isso. Pegue um livro para ler ou combine de encontrar os amigos antigos em uma sexta a noite. E não se preocupe no que a outra pessoa esta fazendo. Se ela te ama, também está sentindo saudade.

3 – Tenha ciúmes, mas sem excessos: Talvez é a coisa que mais me distraia em um relacionamento. Sentir muitos ciúmes é neura. Com os excessos de informações que depositamos nas redes sociais seguir os rastros digitais nos deixam muito próximos da pessoa. Procure o máximo evitar passar por stalker ou investigador. Pergunte quem está dando em cima, mas faça esta conversa ser carinhosa e não inquisitiva à beira de parecer estar em um paredão de fusilamento. Ninguém quer se relacionar com o Hitler.

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4 – Pergunte se está tudo bem: A falha na comunicação geralmente é o pior problema de um relacionamento. Um olhar torto, uma risadinha não correspondida ou uma conversa fria e gelada no talk do Facebook pode colocar tudo a perder. Pergunte se a pessoa entendeu o que você quis dizer e seja claro!

4 1/2 – Nunca finja que está tudo bem: Se você não está se sentindo bem: FALE! Não dê indiretas e não guarde rancor. Se algo te incomoda fala na hora. Pode ser até alguma neura ou falha de comunicação que a sua parceira/o irá solucionar no momento.

5 – Não pense apenas em você: Um relacionamento não é feito somente para uma pessoa. E sim para o casal. Nunca nenhuma das partes estará 100% satisfeita. Mas imagine no que é melhor para vocês juntos. Mesmo com diferenças, tente encontrar um denominador em comum -> Um gênero literário… um jogo… um seriado. E joguem conversa fora!

6 – Dê carinho: Já pensou em oferecer cafuné sem esperar nada em troca? Ofereça carinho incondicionalmente. E agradeça quando receber um afago!

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7 – Diga o quanto ama: A gente vive em um mundo tão líquido. As coisas se amarram e desfazem com tanta facilidade. Isso está na nossa atmosfera. Então diga para a pessoa como ela te faz bem. E como você quer fazer o bem para ela.

Vamos tentar?

Olho para cima e vejo estrelas

O vento sopra a oeste, o tremular das bandeiras quebra o silêncio porque as ondas já não fazem barulho quando chegam no rochedo, e o som dos animais não tem sentido algum.

As nuvens no alto se aproximam rapidamente, a lua está no lugar de sempre e o sol ainda não se pôs.

Pensamentos e mais pensamentos invadem a minha mente como desenhos rupestres habitam as cavernas antigas. A flor reluz e quase se confunde com o tom avermelhado do céu.

É o tempo, é a morte, é ávida em uma só pétala. São os sonhos nas folhas. É o universo nas raízes. O som nasce… é um grilo, um sapo, um lobo, são os pequenos insetos na luminária de nafta.

Agora volto a escutar – como nunca – o mar quebrando e tornando migalhas as pedras. É o roçar do vento nas arvores. É a arvore cantando. São os animais falando. São os habitantes murmurando uma paz.

Respiro e sinto o poder exalando do chão, o poder que é canalizado para o bem, o poder que sustenta o universo, é esse o poder que mantém a tranquilidade…

A tranquilidade das crianças correndo sem perigo. É o amor dos casais. É a alegria dos jovens. É o sustento dos mais velhos. É o começo e o final de todas as coisas, o combustível das riquezas, a poesia dos poetas, o algo misterioso dos ferreiros, o segredo dos carpinteiros, o sexto sentido das mães, o alívio dos desesperados. É a paixão que une as famílias!

Texto originalmente escrito em abril de 2008

Baratas tontas

A música estava alta, mas não atrapalhava as brincadeiras de Lucas. Sentado no seu quarto com as pernas cruzadas em cima do grande e felpudo tapete branco. Com um leão em suas mãos, ia cada vez mais longe.

Agora eram as suaves melodias de uma música calma e harmoniosa que embalavam as grandes lutas de grandes impérios contra gigantes reinados de crocodilos, dinossauros, rinocerontes e uma imensidão de criaturas, onde o Pato – o bibliotecário, ser mais inteligente de um dos povos, ditava as leis e ensinava a poesia.

De repente, dentro de um grande castelo, Lucas ouve uma voz um pouco familiar:

– Filho vem… Vem tomar café.

O menino reconhece. É a mãe convidando-o para um suculento café da tarde. Convite esse quase irrecusável… Podia até sentir o cheiro do pão quentinho e o gosto da margarina derretida.

Saiu correndo pisando no sr. Pato de borracha mas ajeitou os rinocerontes na estante.

Quando chegou na cozinha era isso mesmo, pão saindo do forno acompanhado de um delicioso suco de maracujá – o seu preferido.

– Mãe eu não sabia que é época de maracujá? – falava enquanto enchia a boca com longos goles.

– Não filho, não é. Paguei caro nisso.

Quanto Lucas admirava a agilidade da mãe, com doçura falava e com maestria preparava o lanche. Hoje com queijo quente.

– Ah, obrigado mãe, eu gosto muito desse suco.

– Te acalma. E será que pode ajudar-me a preparar algo amanhã para a sua irmã que chega de viagem na sexta?

– É claro que sim… O quê?

– Um bolo – na verdade tinha em mente uma torta gelada, mas não quis anunciar.

– Sim, ela vai gostar! – respondeu esticando o queijo do pedaço do pão até ouvir o estalar quando se rompeu.

Terminou o café e subiu bagunçar. A mãe ficou na cozinha. Estava entediada, andava para lá e para cá feita uma barata tonta, aliás: baratas tontas não fazem o serviço de casa.

 

Originalmente escrito no dia 16 de janeiro de 2008

É fácil: basta ser preconceituoso

Odeio gente burra. Amo os ignorantes.

Vou explicar: As pessoas ignorantes (eu me encaixo perfeitamente entre elas) estão dispostas a saírem deste estado. Elas querem conhecer mais e mais. São atenciosas e preparadas a aceitarem o erro.

As burras, não tem explicação, são burras mesmo. E não fazem a mínima questão de aprender. Dizem que sabem e ponto. E o pior de tudo, não se colocam no lugar do outro. São amargas, não tem amor para dar, não são carinhosas. São preconceituosas.

E é incrível como os preconceituosos se encaixam perfeitamente na categoria “burros” da sub classe humana.

O preconceituoso está a procura da raça ariana. Do “eu perfeito”, do “eu sabedor”, do “eu sei de tudo”, do “o meu dó é melhor que o seu”, do “o meu gosto musical é superior”, do “a minha leitura é de classe”, do “as minhas fotos são perfeitas”, do “eu não orkutizei”.

Não se pode mais ler Paulo Coelho, assistir Esquenta e ouvir Calipso. Que começa o julgamento. Eu não sou locou por Paulo Coelho, não acompanho Esquenta e não ouço Calipso todos os dias, mas eu conheço a obra de Paulo Coelho, admiro muito a Regina Casé e já dancei Calipso algumas vezes. E olha, eu não vejo nenhum problema em ambos gostos.

A internet conseguiu fazer isso muito bem, padronizou o debate sobre o gosto alheio. Vejo isso no Facebook: somos críticos demais para pouca inteligência coletiva. E quando eu falo em pessoas inteligentes, estou citando o contrário de pessoas burras – o que eu descrevi ali em cima.

É fácil estabelecer um padrão do que é certo ou errado com base apenas no gosto pessoal. Eu, por exemplo, sou apaixonado pela obra do Augusto Cury. Ele é o blogueiro de sentimento quando os blogs não existiam. Uma coisa que me irrita é a pessoa falar que odeia a leitura de um livro de “auto-ajuda” e ama os blogs de ajuda sentimental. Dá para entender tamanho confronto existencialista?

Eu adoro generalidades, sou especialista! Curto muito aprender coisas que eu não sei, ou até mesmo que eu não gosto. Isso me complica um pouco, pq sempre estou disposto a aprender coisas novas e acabo não focando em uma ideia fixa. Me dê um livro sobre qualquer assunto, eu vou devorar.

Não tenho um gosto fixo definido. Claro, tem as coisas que eu mais gosto de fazer, mas não me sinto desconfortável frequentando um lugar onde só se houve música folclórica caribenha, por exemplo. Até acho legal, é uma oportunidade de conhecer uma melodia diferente. Dar uma animada e colocar isso no currículo de sentimentos.

Mas é complicado viver assim, sem casulo. A maioria das pessoas ainda quer viver o trivial, encaixotadas. Para isso é fácil, basta ser preconceituoso e continuar na sua, sem dar atenção a ninguém.

Somos contra a sensibilidade

Os psicólogos e os pedagogos não confirmam, mas certamente a principal característica do crescimento é o aborrecimento. Pq vc já notou que a medida que as pessoas crescem elas vão ficando chatas e totalmente sem graça.

As pessoas estão amadurecendo sem delicadeza e carinho. Estão ásperas demais. Estão secas a ponto de não ter um objetivo social, e sim o mais particular possível.

É difícil falar que vivemos em sociedade se estamos caminhando cada vez mais para a individualização dos sentimentos.

A “procura do amor”, por exemplo, virou uma verdadeira caça, ou se duvidar uma guerra. É preciso ter alguém do lado para ser verdadeiramente feliz. E é pulando de galho em galho que esta geração está evoluindo. Ou apenas regredindo, não é?

Uma amiga diz para a outra: “Seja feliz agora. Faça qualquer coisa, mas seja feliz. É isso que importa”. Eu já recebi um conselho assim, e prfvr é a coisa mais ridícula e sem noção que alguém diz para outra pessoa.

Isso pq nós não vivemos apenas o presente. Entenda que a vida dos seres humanos é cheia de história. E a história pesa o passado, o presente, mas  também no futuro.

É assustador pensar apenas no presente como forma de reconhecimento para a felicidade. A nossa história precisa ser aconchegante e acolhedora. Tanto para o nosso ego, como para as pessoas que irão se aproximar de nós ao decorrer de nossa vida.

Na semana passada eu assisti um vídeo que está mudando a minha vida. Gostaria de compartilhar com o máximo de pessoas que eu puder.

O vídeo gira em torno da atenção e da consciência. Mas se parar para pensar. A atenção é o umbigo e a consciência a voz do universo. É a atenção dispensada ou não nas outras pessoas que fará de nós seres carinhosos. É a consciência de estar próximos ou não, que fará de nós pessoas sensíveis para com os próximos.

Eu confesso que não sou nada atencioso. Perco datas e horários. Esqueço compromissos e coisas importantes. Mas eu corro demais contra este problema. E vc?

Esconderijo

Ela admira aquela piscina com um olhar penetrante. O vento gelado corta a face rosada enquanto as crianças correm em sua volta. As horas passam depressa.

Mas ela só espera o alguém que está para chegar. Um outro diferente daquele que estaria por vir.

Procura apenas um abrigo, um cobertor para se esconder. Uma lanterna para fazer companhia.

– Talvez assim, com as luzes acesas, eu possa melhorar.

Mas ela não sai do esconderijo. Atravessa oceanos, mas não consegue mais sentir o que já sentiu algum dia.

Talvez ela esteja errada, talvez ela tenha dito que está errada.

– Eu preciso ascender essas luzes.

Mas ela sabe que já não era mais a mesma pessoa. Em uma mão um cigarro para acalmar os ânimos, na outra ânimos para aguentar o sufocante calor do amor, incendiando o coração até sair com a fumaça pela boca.

No rosto, olhos profundos de quem nunca saiu de si. Um íntimo gelado. No peito uma bandeira da amargura.

As crianças ainda correm a beira da piscina. A camiseta YSL está amassada. O cabelo cheira fumaça do cigarro que só queima… queima… queima…

Apenas uma noite

Por  Letícia Lichacovski.

As malas já estavam prontas. A mudança seria grande. Deixar a cidade para trás em busca de algo novo sempre é, ao mesmo tempo, excitante e amedrontador. Mas ela estava disposta a viver tal dilema. “Estou pronta”, dizia a si mesma, ora em voz alta, ora mentalmente.

O dia seguinte seria puxado. Horas de voo, mais outras de espera no aeroporto e, novamente, mais um longo tempo no ar. Teria que levantar de madrugada e isso já a deixava cansada. “Acho que o jeito é nem dormir”.

A estratégia funcionaria. Afinal, a noite, teria a tradicional festa de despedida. Com família e amigos reunidos. E ele. Claro, todos eram importantes, mas sempre tem aquele “adeus” mais difícil de dizer. Aquele mais doído para sair da garganta, que rasga.

Dito e feito. O encontro aconteceu. Ela sorria por fora e chorava por dentro. Sentiria saudades. Ele estava lindo, como sempre. Sorridente, brincalhão, com tiradas inteligentes. E, como de costume, a olhava de longe.

A noite seguiu com risadas, alguns choros, muitos abraços e “boa sorte”. Ele lá, ela cá. Vez ou outra numa mesma roda de conversa, apenas com olhares se encontrando. Eles sabiam o que os olhos diziam e isso bastava.

Por fim, a casa ficou vazia. Ou quase. Ele ficou. E isso, pra ela, fazia o ambiente se encher mais do que no começo da festa. Não sabiam como agir. O momento da tão temida despedida chegara.

Sem dizer uma palavra, ele simplesmente a envolveu e o tempo parou. “Achava que isso era apenas fantasia de adolescente”, pensou consigo. Mas, não. Ela realmente perdeu a noção de quantos minutos passaram durante aquele beijo e dos seguintes.

Ambos se entregaram ao momento. Esperaram muito por isso, mas o medo de perder a amizade nunca permitiu que tomassem a atitude. Agora, era o que lhes restava fazer. Antes que ela partisse e deixasse tudo para trás. Antes que ele encontrasse alguém. Antes que aquela noite acabasse.

O tempo voltou a passar. Com isso, a hora de ir. As lágrimas nos olhos tornaram a última imagem dele distorcida. O “adeus” não foi dito na forma convencional. Não foi um “até logo”, “tchau” ou “te vejo em breve”. Ele veio com um toque no rosto e uma voz trêmula. “Eu te amo”, ela falou e entrou no carro.

Não demorou muito para que o celular se manifestasse. Em texto, a resposta que ela não o deixou dizer pessoalmente. Sorriu e chorou ao mesmo tempo. Chegou em casa, olhou as malas e pensou em desistir – agora tinha um motivo.

Ao invés disso, foi ao aeroporto, entrou no avião e partiu. Com um pouco de arrependimento no peito, desembarcou no lugar onde buscaria o seu novo “Feliz para sempre”.

 

Letícia Lichacovski

 

  Letícia Lichacovski – mais conhecida como Lêca – é blogueira no Cereja no Ombro. É uma linda que ama escrever e contar belas e tristes histórias. Um dia eu fui seu confidente literário em um trama de amor e conspiração. Eu gostaria muito que ela publicasse o que escreveu, mas ela é um pouco tímida.

As minhas mulheres musicais

Amo voz/violão, voz/piano, voz/ukelele… Enfim voz/algum instrumento musical.

Mas tem, necessariamente, que ser doce, gentil, humilde e acolhedor.

E hoje no dia das mulheres decidi fazer uma lista das 10 melhores vozes femininas em clipes que simplesmente adoro. Gosto pela docilidade da voz, pelo humilde olhar e por entrar nos ouvidos como se fossem sussurros de alguém q a gente ama, ou um simples beijo de boa noite.

10 – KT Tunstall – Pq ela é fantástica e multifuncional.

09 – Mallu Magalhães – Pq ela tem um gingado brasileiro contemporâneo

08 – Tiê – Pq ela é eu em forma de mulher e escreve as músicas como criança.

07 – Brooke Fraser – Pq a terei para sempre em meu coração. <3

06 – Céu – Pq ela não é normal.

05 – Letícia Lichacovski – Pq ela tem uma voz suave e tímida. E é minha amiga, com orgulho ;)

04 – Carol Ramalho – Pq não tem como não amar.

03 – Elis Regina – Pq ela é imortal.

02- Marisa Monte – Pq ela será imortal.

01 – Couer de Pirate – Pq vou casar com ela quando crescer.

É bom eu lembrar que eu ADORO muitas outras cantoras, mas esta lista é base de acordo com as músicas que mais tenho ouvido nos últimos anos meses.

No final de semana eu só ouço Bon Iver

Tem horas que a gente pensa em casar. Minutos depois já separamos e voltamos a casar mais de 3 vezes, em Paris, Las Vegas e quem sabe até em Banqcoc.

Tem dias que somos românticos, nos outros só pensamos em nós mesmos. Tem dias que queremos alguém do nosso lado, nos outros não queremos nem ver o nosso próprio reflexo no espelho.

Há dias que escrevemos poesias, em outros a prosa rola solta.

Em um dia vivemos de pares, nos outros de impares.

Existem os dias para os downloads, outros para uploads. Tem dias que queremos viajar de ônibus mas quando enjoa nem de avião podemos sair de casa.

Hoje eu só quero digitar, amanhã talvez queira um giz de cera para escrever no caderno da faculdade.

Na segunda-feira eu uso o relógio roxo, na terça uso o laranja. Na quarta quero flutuar, já na quinta eu preciso obrigatoriamente voar. Na sexta-feira eu não sei mais nada. Mas no final de semana eu só ouço Bon Iver.

Andei por colinas de areia

Eu não poderia deixar de passar o janeiro em branco. Além de todos os dias sermos mais lúcidos sobre nossas atitudes, ou não, aprendi que amadurecer dói mais que eu poderia imaginar. Cada dia a dor no peito aumenta, assim como aumentam as responsabilidades.

Aprendi neste janeiro de 2013 que ser forte exige paciência e doses de carinho próprio. São escolhas que devem ser feitas, escolhas pontuais.

Aprendi que o tempero da vida é o amor próprio. Aprendi que o segredo da vida é querer crescer junto.

Em janeiro encontrei o olhar mais curioso do mundo. Descobri os olhos mais lindos de todos. Descobri um brilho gigantesco na face. Me apaixonei pelo sorriso, por tudo.

No dia 13 de janeiro me encontrei com Deus, no deserto. Tive uma epifania, daquelas que geralmente acontecem duas ou três vezes na vida.

Senti o próprio Deus soprando em mim. Consegui entender que eu posso ser mais íntimo Dele.

Briguei muito, também. Tudo isso porque não me entendo e é difícil compreender os meus sentimentos.

Doeu muito e ainda dói um pouco.

No primeiro mês deste ano me machuquei, mas o mais importante: me curei de muita coisa ruim.

Magoei muitos, decepcionei. Mas também orgulhei outras.

Cheguei em casa de madrugada com saudades de abraçar os meus irmãos. E de ser coberto pelos meus pais.

Entrei em casa com vontade de dormir assistindo filme e comendo pipoca.

Com vontade de fazer piquenique na sala.

Sentei em cima do capô do carro, apontei para a lua e falei: “que coisa maravilhosa”.

Olhei para o céu mais estrelado do mundo e escolhi uma estrela para toda a eternidade.

Sonhei com o amor eterno, também.

Tive pesadelos e acordei de noite com sede, muita sede.

Tive belos sonhos e acordei ao lado da pessoa mais linda deste mundo.

Conheci pessoas fantásticas, outras nem tanto.

Andei.

Andei por colinas de areia.

Observei muito as pessoas.

Trabalhei com os melhores profissionais e amigos

Ví o meu reflexo e estou tentando fazer as pazes.

Foi um janeiro incrível.

Bem-vindo, 2013.