Se eu tenho um amigo que me acompanha desde a infância até este exato momento em minha vida, essa pessoa é o autor Clive Stape Lewis.

O velho irlandês foi um dos gigantes intelectuaus do século XX e tornou-se um dos mais influentes escritores cristãos do mundo.

Sofri muito com algo que não entendo, e ainda tenho esse mesmo sentimento. Mas sempre encontrei nas escritas de Lewis algo para me confortar, e para crescer com o meu intelecto.

Quando criança eram as batalhas de Pedro, Suzana, Lúcia e Edmundo. Hoje são as explicações dos amores da vida, dos problemas do meu sofrimento. “A riqueza verdadeira dos filhos de Deus está em outro mundo”.

O que me chama muito a atenção em C.S. Lewis foi a sua conversão ao cristianismo, através da interseção de Tolkien, o escritor católico fervoroso de O Senhor dos Anéis.  Lewis não se converteu ao catolicismo, mas o protestantismo, mas sua brilhante lucidez sobre cristo inspira os cristãos até hoje.

Na quaresma deste ano, durante o principal discurso da igreja Católica, o pregador oficial do Vaticano, Frei Raniero Cantalamessa citou Lewis:

“O grande converso e apologeta da fé Clive Staples Lewis (autor do ciclo narrativo de Nárnia, recentemente levado ao cinema) escreveu uma obra singular intitulada “As Cartas do Coisa-Ruim”. São cartas que um diabo velho escreve a um diabinho jovem e inexperiente, que tem a missão na terra de desencaminhar um jovem londrino recém-retornado à prática cristã. A meta é instruir o diabinho quanto às estratégias para atingir o objetivo. Trata-se de um moderno, finíssimo tratado de moral e ascética, a ser lido pelo contrário, fazendo exatamente o oposto do que é aconselhado. A um certo ponto, o autor nos faz assistir a uma espécie de discussão entre os demônios. Eles não conseguem entender que o Inimigo (é assim que eles se referem a Deus) ame de verdade “os vermes humanos e deseje a liberdade deles”. Eles têm certeza de que isso não pode ser. Deve haver, necessariamente, uma farsa, um truque. Estamos nos perguntando isso, dizem eles, desde o dia em que o Nosso Pai (é assim que eles chamam Lúcifer), justo por este motivo, se afastou dele; ainda não descobrimos, mas um dia descobriremos [10]. O amor de Deus pelas suas criaturas é, para eles, o mistério dos mistérios. E eu acredito que, pelo menos nisso, os demônios têm razão”.

Depois de convertido, Lewis foi contra a razão dos ateus. “Cristianismo Puro e Simples” ajudou o entendimento de Deus para muitos cientistas. Dr. Francis Collins, descobridor do genoma humano e Diretor do Instituto Nacional Americano de Pesquisa do Genoma Humano, revelou que a obra de Lewis o  ajudou a se converter. Collins diz que o argumento de Lewis, de que Deus é uma possibilidade racional, era algo “que não estava preparado para ouvir. Estava muito feliz com a idéia de que Deus não existia e de que não tinha interesse em mim. Mas mesmo assim, não podia me afastar”.

Clive Staple Lewis me acompanha, e quero sempre ser acompanhado pela lucidez permanente de suas escritas: “ O sofrimento propicia uma oportunidade para o heroísmo, e essa oportunidade é aproveitada com freqüência surpreendente”.

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