O óbvio: televisão é imagem, mas também deve ser atraente

É fácil identificar a personalidade das duas somente observando as características implícitas na seguinte foto:

Uma mudança bastante significativa, mas ainda Patrícia deverá se adequar ao padrão JN.

Repare na doçura de Patrícia Poeta. Sempre muito atraente e simpática no Fantástico, de onde ela não deveria sair.

Agora observe o rosto de Fátima Bernardes. Sempre sustentando a mesma rigidez. Até mesmo quando sorri e quando tenta ser mais leve a anunciar uma matéria não consegue mostrar um lado mais suave e natural.

Veja bem, Patrícia Poeta está a frente do Fantástico no máximo 3 anos. Já Fátima Bernardes apresenta do Jornal Nacional há 13 anos.

Agora eu te pergunto, com qual apresentadora você mais se identifica?

Com a Patrícia Poeta?

Se a resposta for sim, a Globo ouviu os seus pedidos.

Está inserindo no seu gelado jornalismo, tentando ser quebrado há alguns anos, um ambiente menos formal com mais identidade brasileira e menos importado.

Não é a toa que Patrícia Poeta foi a escolhida pela Globo. Seguindo desejos detectados por pesquisas de opinião, Fátima e Bonner nos últimos anos imprimiram um ar cuidadosamente mais informal à apresentação das notícias. Passaram a se olhar e conversar mais e a se dirigir aos telespectadores de maneira mais pessoal.

“A escolha de Patrícia Poeta como a nova integrante do Jornal Nacional foi cercada de cuidados. A Globo encomendou pesquisas para testar a aceitação do nome de Patrícia, que é casada com Amauri Soares, diretor de projetos e eventos especiais da emissora. Elas mostraram que Patrícia desperta simpatia e confiança em todas as classes sociais”

Relatou João Batista Júnior, da revista Veja.

Você já deve ter reparado que a Rede Globo está preparando esta mudança há algum tempo. O jornal da manhã, Bom Dia Brasil, passou por recentes mudanças com inclusão do popular Chico Pinheiro, que consegue dialogar melhor com a classe C, sem deixar de lado a intelectualidade.

Os noticiarios locais também sofreram mudanças, buscam uma linguagem mais próxima do público, e os apresentadores não estão mais na bancada. Quando andam no estúdio, conseguem uma conversa melhor com o telespectador.

É psicológico, pergunte para um bom orador sobre o poder do púlpito para a importância de uma boa conversa com a plateia.

Nas próximas semanas, Poeta deverá ficar mais sombria. Nada de pilica ou rosa na bancada do Jornal Nacional. Um cabelo à lá Renata Vasconcelos, talvez? Mas que importa é que ela significa uma mudança, muito mais que qualquer discurso possa explicar, pois não se esqueça que televisão é imagem.

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