A BANALIZAÇÃO

Outro dia ouvi alguém dizer como o Instagram “banalizou o processo de produção de uma foto”. A partir dessa informação fiquei refletindo sobre o assunto. Em primeiro momento não tive nenhuma argumentação para continuar a conversa. Mas fui para casa, tomei chá, compartilhei mais algumas fotos na rede e por fim, acho que agora tenho uma opinião formada sobre o assunto.

Poderia muito bem contar aqui a velha história que todo mundo está cansado de ouvir, aquela que quando aparece uma novidade sempre vai ter um teórico ou uma velha massa contra. Foi assim com o surgimento da fotografia e o medo dos pintores em perder o emprego de retratista. Mas isso só foi o estopim para o surgimento de outras vertentes artísticas, como o modernismo, por exemplo. O que eu quis dizer é que uma tecnologia não excluiu a outra, só abriu um precedente para que uma outra vertente artística pudesse se destacar.

NOSTALIGIA DEFINE

De acordo com os críticos nostálgicos de plantão, o Instagram – vou usar esta rede como exemplo, porque é a mais usado no momento, mas há várias com o mesmo foco (fotografar, filtrar e compartilhar) – está banalizando a arte de fotografar, pois para se obter a mesma foto que é realizada em 2 ou 3 cliques no iOS ou Android com o sistema analógico demoraria horas ou até dias. Tudo varia, desde a escolha da máquina, lente, flash, filme, papel fotográfico e tipo de revelação. No celular, com alguns toques deslizantes sobre a tela do aparelho, se obtém o mesmo resultado em questão de frações de segundos, e de quebra compartilhada com a internet e estar sujeita a ser visualizada por milhares de pessoas.

Na minha humilde residência visão o Instagram popularizou e facilitou um longo processo. Talvez muitos não tenham nem noção, mesmo, de que todos aqueles filtros são formados por estudos do processo analógico. Existem usuários do Instagram que já nasceram na era da foto digital – não é o meu caso. Mas isso que parece ser um sério problema para os saudosistas de plantão é um grande exemplo da evolução histórica dos processos humanos. Eu enxergo tudo isso como uma metodologia viva e presencial da mudança dos paradigmas. E me sinto lisonjeado por fazer parte dessa passagem.

PARADIGMA E FUTURO

Toda quebra de paradigma está sujeita ao desconforto, e de acordo com os teóricos da modernidade uma quebra de paradigmas acontece a cada 100 anos, porém este tempo pode ter sido avançado com os temas pós-modernos.

Claro que é importante não esquecer o passado, mas é admirável planejar o futuro. E é exatamente ai que o Instagram se localiza tão bem. O ar “retrô”, por muitas vezes nostálgico e sim saudosista fica dentro de uma plataforma totalmente tecnológica, feita não por uma câmera fotográfica, mas por um aparelho multimídiatico contendo uma lente digital e uma infinidade de oportunidades que podem ser finalizadas.

Ps.: Quer saber de onde vem os filtros do Instagram, conheça no infográfico:

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