Antes tarde do que nunca: Confira tendências para Social Media em 2015

O Rafael Guimarães é  publicitário, social media e entusiasta digital. Ele faz parte da minha equipe de comunicação, na Loumar Turismo.  No começo do ano, solicitei uma apresentação sobre algumas tendências para usarmos em nossa linguagem nas redes este ano.

O Rafa deu uma geral e elaborou uma listinha com 15 itens. Entre eles, o destaque para o crescente atendimento comercial via redes sociais e o uso do flat design.

Confira a lista completa e se inspire:

Qualquer dúvida o contato do Rafa é: f1gdrive@gmail.com

Um pouco sobre a Economia Criativa

Vou começar a alimentar o meu Slideshare com alguns temas interessantes que tenho debatido.

O primeiro desta série é sobre a Economia Criativa. No slide, eu falo um pouco sobre as características deste nicho capital e dou algumas dicas sobre como empreender com criatividade e aproveitar as potencialidades deste negócio que tem um propósito além do lucro.

Confira:

Subindo o morro de Mercedes

Certa manhã eu acordei, cheguei no trabalho e fui conferir os drops diários de informações. Claro, para ficar bem informado na internet eu dou uma checada no feed do Twitter, Facebook e Google Reader.

Até que dei de cara com uma propaganda do novo Classe A. Uma tapeada do vídeo de apresentação do carro com o funk AAAAAA Lelek lek lek lek – já sucesso nas redes sociais há algumas semanas. O comercial bombou de acessos e de críticas.

E o que eu acho realmente incrível e quase inacreditável é que as críticas negativas que eu ouvi/li foram de pessoas que trabalham com comunicação social, e que supostamente deviam ter uma visão de mundo muito superior. A começar pela luta da extinção de qualquer discurso fundador negativo, que auxiliam na criação dos preconceitos. Pq estes profissionais precisam saber que a comunicação é feita de subjetividade.

Foram comentários excludentes e babacas, comparados as atitudes de Marco Feliciano e do Bolsonaro. Pq eles não podem falar mal dos gays, mas vocês podem julgar um funkeiro ou um pagodeiro?

Mercedes – Ok, eu entendo que a Mercedes Bens é uma marca consolidada, robusta e “tecnicamente elitizada” no Brasil. E que o funk, no consciente coletivo, não representa este grupo “tecnicamente elitizado”. Eu também concordo que o Classe A é sofisticado e está longe de ser popular como funk dos Leleks.

Por trás da objetividade e superficial da campanha publicitária vamos desafiar o “tecnicamente elitizado” com a seguinte pergunta: “Quem são os consumidores dos hatchs Brasil a dentro?”.

Respondo: Jovens da “elite” entre 25 a 35 anos, da Zona Sul, Jardins e Alphavilles por aí. Aparentemente cultos e letrados. E que adoram ir a um concerto de música erudita alemã. Claro, porque é a coisa mais fácil do mundo ver por aí alguém desfilando com um Mercedes ouvindo Tchaikovsky, Mozart ou Bethoven.

Todas as informações no parágrafo anterior estão corretas menos a última e você sabe exatamente o motivo.

Alguém já parou do seu lado no semáforo e colocou no volume máximo Hallelujah Chorus ou O Fortuna? Claro, Garon! É super normal!

Bom… De posse destas informações eu só posso concluir que além de popularizar a marca nas redes sociais, o hit “No passinho do volante” também atingiu o seu público “tecnicamente elitizado”.

O que eu achei mais horroroso neste caso foi pessoas que se identificam com a marca, ou até mesmo a idolatram, vendo a associação da Mercedes (como já foi dito, uma marca classuda) com um funk (do morro, da periferia – até então “sem classe”). <- Reparou só no preconceito?

É claro que estes discursos fundadores são criados pelas próprias marcas. Elas precisam apenas disso, de privilégio, e o privilégio é que move o consumo, por toda aquela questão teórica da publicidade e blah, blah, blah.

E o que muitas pessoas enxergaram no comercial foi a desconstrução de um “mito” e se incomodaram com isto e irão continuar se incomodando com qualquer mudança que o mundo tiver.

Prefiro olhos a face

Desde a semana passada eu comecei a reparar nas fotos que posto no Instagram. Se elas realmente tem algum significado para mim, ou se são só fotos aleatórias.

Ou mesmo sendo fotos aleatórias, se representam algo, do tipo subliminar entende?

Bom, depois de muita investigação sobre o meu íntimo eu andei ligando alguns pontos e cheguei a algumas conclusões. E eu adoro compartilhar esses momentos de epifania com alguém.

Eu sempre fui mais imagético. Sempre preferi rostos a nomes; filmes a livros. O visual me atrai de forma inspiradora.

Encontrava essa pequena loja de queijos todos os dias no meu caminha Chatou-Paris. As letras em vermelho me chamavam a atençao. O dono da loja era um senhor simpático, de uns 70 anos, que me revelou nunca ter perdido um jogo do Pelé.
Encontrava essa pequena loja de queijos todos os dias no meu caminho Chatou-Paris. As letras em vermelho me chamaram a atençao. O dono da loja é um senhor simpático, de uns 70 anos, que me revelou nunca ter perdido um jogo do Pelé.

Eu até gosto de detalhes, mesmo me considerando nada detalhista. Sou minimalista. Sabe aquela história de que menos é mais. Então… defendo até a morte. Gosto até mais dos detalhes do que a obra toda.

Prefiro olhos a face; quina a mesa; o momento a vida; os minutos a hora.

Há imagens que eu nunca vi fisicamente, mas que não saem do meu inconsciente. Sonho constantemente com uma mesa branca ostentando um jarro de vidro e uma rosa bordô. Isso vai ter que estar no meu casamento ou no meu pedido de noivado. Juro que se eu não noivar ou casar até os 30, ela estará no meu aniversário de 30 anos.

Dobrei a esquina próximo a recoleta. Olhei para cima e vi escrito: El Ateneo. Abri a página do Guia onde já tinha visto algo semelhante na parte de livrarias e confirmei: estava na frente da loja de livros mais linda do mundo.
Dobrei a esquina próximo a Recoleta em Buenos Aires, olhei para cima e vi escrito “El Ateneo”. Abri a página do Guia onde já tinha visto algo semelhante na parte de livrarias e confirmei: estava na frente da loja de livros mais linda do mundo.

E isso é tão romântico. Talvez seja mesmo um romântico enrustido. Porque aqui dentro tem um coração que quer aprender a amar.

Eu não um fotógrafo nem tenho um olhar refinado, como dizem que é preciso ter. As fotos que eu compartilho são instantâneas. Eu só olho, tiro e compartilho. Simples assim.

Me refletem.

Elas dizem quem eu sou. Elas me dão cor e imagem. Elas formam a minha imagem.

Era uma banda que eu nunca ouvi antes em um lugar que eu jamais estive, porém a sensação era maravilhosa. Meu coração batia em outro ritmo e quando olhava para o lado a vontade era de lascar-lhe um beijo no rosto ali mesmo.
Era uma banda que eu nunca ouvi antes em um lugar que eu jamais estive, porém a sensação era maravilhosa. Meu coração batia em outro ritmo e quando olhava para o lado a vontade era de lascar-lhe um beijo no rosto, ali mesmo.

As fotos que posto todos os dias contam a história da minha vida. Se eu pudesse montar uma timeline para contar a minha vida, usaria certamente as fotos postadas no Instagram.

São imagens que dizem quem eu sou e porque estou aqui. As legendas também fazem parte deste processo. Cada foto tem uma legenda que quer dizer muito sobre o meu estado emocional. Uma letra de música que me faz sentido, ou algo que revela o exalta o meu espírito e marca o meu tempo.

Relações pós-modernas: #mimimidiafoz

Não sei vocês, mas eu tenho dificuldade em fazer novas amizades. Para dizer a verdade eu tinha. Explicarei o motivo.

Sempre fui um pouco recatado e tímido. Porque é complicado encontrar pessoas com as quais eu me identifique, ou que tenham o mesmo grau de interesse ou um nível de compatibilidade razoavelmente bacana. Mas tudo isso até o surgimento das mídias sociais.

E acho incrível como a internet pode me auxiliar neste sentido.

Em tempos de escola, por exemplo, era uma pessoa recatada, sempre no meu canto, sem conversar com quase ninguém. E não é porque eu sou tímido nem nada, muito pelo contrário sou bem carudo, para dizer a verdade. Só tinha este problema mesmo, de fazer amigos.

Esta nova forma de me relacionar, via Twitter ou Facebook me ajudou a conhecer pessoas que estão próximos de mim, que com certeza não conheceria.

Nos últimos meses essa amizade via redes socias tem virado física de verdade. E estou achando isso magnífico. É a reunião da #Mimimidiafoz – um grupo composto por usuários do Facebook e Twitter de Foz do Iguaçu que, com certeza, compartilha dos mesmos interesses e gostos

Tudo começou meio que repentinamente com um tuíte do @fercorreia – que está há aproximadamente 1 ano em Foz do Iguaçu – e tenho certeza que já fez boas amizades por esta terrinha.

O primeiro encontro da turma – que hoje já são mais de 20 em um grupo do Facebook – foi na feirinha da Argentina. E quem reuniu a galera foi outra amizade virtual que se tornou realidade este ano – rende um post a parte. A lindíssima @adharaferrari aproveitou uma super promoção e saiu do Rio de Janeiro para passar um final de semana em Foz do Iguaçu com os amigos que conheceu pelo Twitter. E foi lindo, pq parece que eu conhecia a Adhara há anos, ela até passou uma tarde trabalhando comigo ˆˆ.

Ter essas pessoas por perto, ou simplesmente ter acesso a internet – para ver as atualizações dos perfis da galera – é uma sensação muito boa! Sinal de ter com quem compartilhar bons momentos e uma bonita amizade!

Daniel, Fernanda, @adribordin, @mayara_godoy, @lecad_paula, @clevogonzalez, @fercorreia, Manoel, @brunomaneh, eu e @cajuhara

O pós-modernismo e os ídolos

Eu adoro a internet, principalmente o poder de escolha que ela proporciona. Nela eu sou livre para curtir o que quiser. Nela eu decido se navego pelo site A ou B. Eu escolho que música ouvir. Na internet escolho o que falar (há controvérsias), porém principalmente na internet eu, por fim, manifesto um dom que todos nós temos : o da comunicação.

Odeio quando falam estão “orkutizando” ou até “agora todo mundo tem um blog”. Estes pensamentos chegam a ser contraditórios, pois a rede mundial de computadores é feita para todos. As pessoas que pensam assim se esquecem que o Orkut e a popularização dos blogs faz parte da história da internet e está cumprido com o seu papel, a democratização da informação.

Neste post darei continuidade a série “Experiências na Internet” que começou quando contei a história do ex-governador do Rio Grande do Sul com o Twitter e com os seus amigos de Foz do Iguaçu – relacionamento feito pelas redes sociais; depois continuou com as atividades desenvolvidas com o @naosalvo, BlogTurFoz e @hojevouassim.


#ABANDAMAISBONITADACIDADE
Tudo começou há mais de um ano, claro com o vídeo arrebatador de “Oração”. O fantástico plano sequência foi destaque em todas as timelines do Brasil, logo em seguida capa em todos os veículos de comunicação. Foi uma explosão e até virou meme. O meme mais bonito da cidade.

Para mim, foi uma grande oportunidade de conhecer uma Banda realmente incrível, com músicos incríveis e compositores igualmente incríveis. Verdadeiramente, foi tudo arrebatador.

A partir daí comecei a torcer (torcer diferente de evangelizar, que fique claro) pela Banda. Acompanhei a vaquinha on-line para a gravação do CD e me sentia sempre presente em qualquer grande conquista da Banda.

É interessante observar que escolhi segui-los porque depois que eu os descobri fui pesquisar, diferentemente de ser empurrado guela a baixo. Como de costume acontece.

Essa relação pós-moderna que temos com este tipo de cultura é o mais interessante. É a identidade pessoal formando uma platéia, não o contrário como ocorre nas mídias tradicionais, há alusão dos gostos.

Porém o sucesso desse novo fenômeno não se deve só a internet, mas também a “Relações Saturadas”, um movimento que estuda a alteração da perspectiva pessoal em relação a mídia. Quer dizer, o público não está mais fidedigno a só um modus operandi. O público está na TV, na internet na revista. Ele precisa estar em todos estes lugares e precisa ver a interação entre eles.

Voltando a falar sobre o meu encontro com a Banda Mais Bonita em Foz do Iguaçu…

Estava na reunião que foi cogitada a ideia da festa para a celebração das Cataratas do Iguaçu como uma das 7 maravilhas do mundo. O organizador (Gilmar Piolla) falou “precisamos de envolvimento das pessoas, dos jovens que ajudaram a eleger”. Eu logo pensei, o sucesso da campanha Vote Cataratas foi nas mídias sociais (Facebook, Twitter) então porque não convidar uma banda que começou a fazer sucesso na internet. Logo sugeri: “trás a Banda Mais Bonita da Cidade, eles estão na ‘boca da internet´”.

Fiquei muito feliz quando soube da confirmação. Depois fiquei muito emocionado e muito honrado quando fui convidado por intermédio da Mariana Serafini para entrar no camarim da Banda, minutos antes do show.

Como em uma relação super moderna, eu não saí abraçando todo mundo e muito menos chorando de felicidade pedi um autógrafo. Para que fazer isso se posso conversar com Banda todos os dias pelo Twitter ou pelo Facebook?

Esse contato que a internet nos permite, quebrou um pouco dessa euforia. Eu acho isso bom. Também não tirei uma foto com ninguém da banda. Por mais que eu curta muito eles, não faz diferença. Nunca achei necessário este estrelismo e acho bom que a internet não crie estrelas. Ela só destaca as pessoas que são realmente boas e você segue por afinidade. Não porque uma mídia colocou na sua mente que eles são os melhores do mundo e que você deva correr atrás deles pelo amor de qualquer deus.

Eu simplesmente dei um oi, falei que gostava muito deles – e os citei MUITO no twitter!

O show? Ah….. o show foi simplesmente maravilhoso!

@maserafini @lianagratieri e eu (@garonpiceli) curtindo o show mais bonito da cidade :~

O “retrô e o futuro” dentro do Instagram

A BANALIZAÇÃO

Outro dia ouvi alguém dizer como o Instagram “banalizou o processo de produção de uma foto”. A partir dessa informação fiquei refletindo sobre o assunto. Em primeiro momento não tive nenhuma argumentação para continuar a conversa. Mas fui para casa, tomei chá, compartilhei mais algumas fotos na rede e por fim, acho que agora tenho uma opinião formada sobre o assunto.

Poderia muito bem contar aqui a velha história que todo mundo está cansado de ouvir, aquela que quando aparece uma novidade sempre vai ter um teórico ou uma velha massa contra. Foi assim com o surgimento da fotografia e o medo dos pintores em perder o emprego de retratista. Mas isso só foi o estopim para o surgimento de outras vertentes artísticas, como o modernismo, por exemplo. O que eu quis dizer é que uma tecnologia não excluiu a outra, só abriu um precedente para que uma outra vertente artística pudesse se destacar.

NOSTALIGIA DEFINE

De acordo com os críticos nostálgicos de plantão, o Instagram – vou usar esta rede como exemplo, porque é a mais usado no momento, mas há várias com o mesmo foco (fotografar, filtrar e compartilhar) – está banalizando a arte de fotografar, pois para se obter a mesma foto que é realizada em 2 ou 3 cliques no iOS ou Android com o sistema analógico demoraria horas ou até dias. Tudo varia, desde a escolha da máquina, lente, flash, filme, papel fotográfico e tipo de revelação. No celular, com alguns toques deslizantes sobre a tela do aparelho, se obtém o mesmo resultado em questão de frações de segundos, e de quebra compartilhada com a internet e estar sujeita a ser visualizada por milhares de pessoas.

Na minha humilde residência visão o Instagram popularizou e facilitou um longo processo. Talvez muitos não tenham nem noção, mesmo, de que todos aqueles filtros são formados por estudos do processo analógico. Existem usuários do Instagram que já nasceram na era da foto digital – não é o meu caso. Mas isso que parece ser um sério problema para os saudosistas de plantão é um grande exemplo da evolução histórica dos processos humanos. Eu enxergo tudo isso como uma metodologia viva e presencial da mudança dos paradigmas. E me sinto lisonjeado por fazer parte dessa passagem.

PARADIGMA E FUTURO

Toda quebra de paradigma está sujeita ao desconforto, e de acordo com os teóricos da modernidade uma quebra de paradigmas acontece a cada 100 anos, porém este tempo pode ter sido avançado com os temas pós-modernos.

Claro que é importante não esquecer o passado, mas é admirável planejar o futuro. E é exatamente ai que o Instagram se localiza tão bem. O ar “retrô”, por muitas vezes nostálgico e sim saudosista fica dentro de uma plataforma totalmente tecnológica, feita não por uma câmera fotográfica, mas por um aparelho multimídiatico contendo uma lente digital e uma infinidade de oportunidades que podem ser finalizadas.

Ps.: Quer saber de onde vem os filtros do Instagram, conheça no infográfico: