Qual é a fúria do Twitter, e por onde anda a seriedade de meus compatriotas?

Não sou analista de mídia, nem critico psico-social. Este post somente é, como costumo dizer, um olhar nano entrelaçado em minhas experiências.

Tudo começou com um protesto ‘sério’ de pessoas incomodadas com os comentários inúteis do global Galvão Bueno. Há quem diga que a revolta seria desnecessária, pois se não quer ouvir burrices, o controle remoto é um bom amigo. Não é só trocar de canal? Pois bem, nesse caso não. O brasileiro decidiu mostrar sua indignação, xingando muito no Twitter.

Depois veio toda aquela história da maior piada interna do mundo, que você já conhece, caso não, tem um post brilhante do caro @AugustoCF que poderá solucionar seu problema. 


Tudo certo até aí, os brasileiros conectados a rede deram boas gargalhadas. Após isso veio o novo viral da Geisy Arruda, querendo escrever um livro. E por último o ‘Cala Boca Tadeu’, sobre o incidente grotesco com o técnico da seleção brasileira.

Nunca gostei da política comprada que a Rede Globo mantém com suas fontes. Não falo isso porque eu ouvi falar, ou algo parecido, mas porque já presenciei na pele situação parecida a que viveu a Fátima Bernardes dia atrás, quando chegou pomposa na concentração da seleção querendo uma ‘exclusiva’, levando assim uma patada do ‘careta’ Dunga.

O problema é que a maioria dos entrevistados sentem uma necessidade tremenda de aparecer na Globo. Não por menos, o padrão Globo levou a emissora a um patamar pouco encontrado em terras tupinikins. Tem o melhor sinal, o melhor som, acerta na dramaturgia, concluindo assim um poder de penetração inconfundível.

No meu caso já presenciei o jeitinho brasileiro da Globo tratar seus entrevistados de maneira peculiar. São sonoras particulares, perguntas na coxia, etc. Claro tudo para manter o padrão, não acuso disso. Até porque o bom repórter busca sempre ter seu trabalho admirado.

O problema está quando o padrão de qualidade muda o nome para egocentrismo focal. É o que passou os repórteres da Globo no domingo (20) após o jogo da seleção. A jornalista Daniele Rodrigues abriu os meus olhos, de maneira que enxerguei a situação muito mais complexa do que no momento em que assisti o editorial de Tadeu Shimidt. Eu senti as dores da rede Globo. Mas a Dani me fez ver que os dois lados estavam errados.

Os dois lados demonstraram o verdadeiro jeitinho brasileiro. O Dunga por não segurar a boca, os repórteres da Globo por desrespeitarem o técnico da seleção. Simples assim, né Dani? (interna)

2 comentários em “O cala boca e o JEITINHO brasileiro

  1. Pois é, meu querido amigo e jornalista Garon… a cobertura da Copa do Mundo poderia ser mais leve se o arrogante e eficiente treinador Dunga entendesse que o jornalista não pergunta por hobby, mas para poder escrever sua matéria baseado em declarações e não “achismo” e se a Rede Globo entendesse que não é melhor ou diferente das demais emissoras. Humildade e respeito para os dois lados faria muito bem. Lamentável a postura de ambos!
    Ser técnico da Seleção Brasileira pressupõe saber lidar com a imprensa e ser jornalista pressupõe não achar que pode mais que outras pessoas, que tem poderes especiais. Somos meros trabalhadores e precisamos apurar os fatos e não dar “valor” aos fatos. Simples assim, querido! Aliás, como sempre digo, a vida é simples assim; as pessoas que gostam de complicar só para ter do que reclamar. Ser humano #FAIL. Belo texto =)

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  2. Dae garon! obrigado pela citação. A Globo desde que me conheço por gente sempre teve privilégios. Hoje, a presença de Dunga começa a ameaça-los. Toda e qualquer rixa que eles possam ter não justifica, entretanto, a postura do Dunga na entrevista coletiva. Como a Dani diz, ele só estava fazendo o trabalho dele. Nós desconhecemos os bastidores e não estávamos presente na ocasião. Pode haver uma rixa pessoal do Dunga com o jornalista em questão. Mas, uma atitude profissional deve existir sempre. No entanto, não me surpreende. Uma atitude dessas era de se esperar de um capitão da seleção que levantou a taça do mundo gritando palavrões para a imprensa do mundo inteiro registrar. Desde então ele revelou essa postura de tratar a imprensa como “inimiga” e não como aquela que fará a ponte de informações entre ele e o torcedor. Muito mal assessorado! Precisa de uma aula sobre a mídia pra aprender a tratá-la como amiga. Ou só terá problemas…
    Ainda bem que não teve nenhuma represália da Fifa, ou teríamos uma guerra em que grande parte do público ficaria ao lado do Dunga, que, a Rede Globo gostando ou não, está fazendo um trabalho perfeito com a seleção: se não apresentando um futebol vistoso, com resultados incontestáveis. Fato.

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