Sobre aceitar a vida, ou não

É tão complicado nos entender. Compreender a psique. Que eu acho que os meus amigos, ou simplesmente conhecidos,  me entendem muito melhor que eu mesmo. Acabo sendo tão previsível em algumas atitudes e alguns ideais que pouco soa original ou entoa algo novo.

Será que sou  mesmo tão previsível para que as outras pessoas me conheçam mais que eu mesmo?

Porém, com 23 anos, ando descobrindo algo que pode ser original em minhas atitudes.

Elas tentam refletir aquilo que a vida me ensina. E essa é a peculariedade que eu mais estou admirando em mim mesmo: Olhar para dentro de si não é fácil, e se enxergar pode ser mais complicado ainda.

Vida

Aprendi que eu sou dono apenas daquilo que eu ainda não contei para ninguém. Apenas os meus sonhos me pertencem, nada mais. O exercício mais difícil, entretanto, é incluir os bens nos sonhos. É colocar as pessoas que amo, para que cada vez mais elas façam parte da minha vida.

O que eu mais acho complicado é VIVER O HOJE. Sentar e refletir o que eu quero para o presente momento.

Não que isso não seja difícil, mas só de pensar que todas as minhas atitudes terão uma conta lá na frente me esperando, me faz comprar gestos que não sejam tão caros. Tudo isso porque eu tenho medo do futuro. Mas de verdade, não acho que isso seja inteiramente ruim.

A pior coisa nesta vida, e o que é o mais complicado de aceitar, é que vamos aprender tudo com as contas que pagaremos no futuro não muito distante. Seja cara ou amena, teremos uma conta grande para prestar. Não com Deus ou com outras pessoas, mas com nós mesmos.

É mais ou menos como Nietzsche diz:

A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.

Um comentário em “Sobre aceitar a vida, ou não

  1. Bela reflexão Garon! Aproveite que você é bastante jovem e já tem 2 peças essenciais ao seu favor: sua família e seus amigos. Se em algum momento eles forem contrários à sua felicidade é porque estão no lugar errado.
    Eu precisei recomeçar a minha vida, pequena vida, aos 25 anos. Foi um ótimo momento, nem tarde nem cedo. Infelizmente não tive muitos amigos pois eles estavam muito longe (no Mato Grosso e há anos sem contato), minha família estava muito longe tbm (foi até bom porque sempre tendem a proteger)… Mas a vida trouxe anjos que me deram o apoio na medida que precisava. Hoje sou uma pessoa muito diferente do garoto que chegou em São Paulo, com a vida nas mãos, mais maduro.
    Torço pelo melhor para você!

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