O mundo está cheio de “Please Don’t Say You Love Me”

O futuro é o meu maior inimigo. Ele é o “bicho-papão” da juventude. O que está por vir dá medo de verdade. É frio, distante e nem um pouco seguro.

Mas como viver com esta indecisão sobre o que fazer hoje para chegar lá amanhã?

Este é o maior dilema da minha vida e tenho toda certeza que é um problemão das pessoas entre 20 e 30 anos.

Palavras pesadas são difíceis de aguentar. E como nos sentimentos é difícil de fingir.
Palavras pesadas são difíceis de aguentar. E como nos sentimentos é difícil de fingir.

Os traumas nos prejudicam a ter ainda mais medo do amanhã. O fato é que a nossa geração não admite mais o erro, não tem mais vergonha de nada, disfarça demais os sofrimentos. Vivemos a ditadura da felicidade. É preciso estar feliz sempre, aparentar constantemente sucesso. Hoje faz mais sentido “ser” do que “ter”.

É preciso aparentar, somente.

Porém, não admitir erros, fracassos e sofrimento pode trazer consequencias graves como impedir o crescimento profissional, de dar a volta por cima e fazer com que soframos em dobro.

O mundo está repleto de frases encorajadoras e impactantes afirmando que é preciso seguir sempre em frente e nunca fraquejar, mas será que isso é verdade?

Vá só se for por sua conta e risco, mas tente não se arrepender.
Vá só se for por sua conta e risco, mas tente não se arrepender.

Essas mensagens são positivas, claro! O problema é quando nos impedem de perceber se realmente estamos no caminho certo. Talvez estaríamos encorajadamente naufragando. Às vezes é melhor parar tudo imediatamente, sofrer e pensar nas próximas atitudes.

O mundo também está cheio de “Please Don’t Say You Love Me”. O curtir, o pegar faz parte da nossa geração. É simples assim, e ponto final. Tudo vale a pena. “Se for só para experimentar, ok!”.

Mas quando vamos nos apaixonar de verdade. O mundo precisa de mais “Eu te amo” sim!. Todos precisamos de um amor para dizer: “como eu te amo”.

Somente este sentimento irá definir o nosso futuro. Porque conseguimos enterrar o trauma com o amor.

“Me vê arroz e feijão” será exibido em Portugal e Recife

Acabei de receber a notícia que o filme que produzimos para o Festival Curta Iguassu foi o escolhido pelo público na votação realizada através da internet.

Ainda não caiu a ficha. No momento que fiquei sabendo minha espinha gelou! Foi uma sensação incrível!

Ganhamos como prêmio a exibição do nosso material no festival Fast Foward que acontece anualmente em Praga/Portugal, em abril de 2013, e também na mostra latinoamericana, que integra a programação audivisual da Bienal de Cultura da UNE, em janeiro de 2013, em Recife.

Estamos muito animados. Queremos estar presentes nas duas exibições. E para isso estamos montando planos de patrocínio para apresentar às empresas e pedir apoio.

Agradecemos de coração a todos que votaram e nos apoiaram nesta produção.

Diário de produção: Me vê arroz e feijão

Tudo começou ao acaso, mas como nada acontece ao acaso, foi mais ou menos assim:

Fiquei sabendo do festival de curtas, há mais ou menos uns três meses, por intermédio de amigos que trabalham no Polo Iguassu, entidade organizadora do evento, e fiquei realmente muito animado. “Um festival de curta-metragens em Foz do Iguaçu vai ser animal!”, pensei.

Inscrição – Mas nem passou pela minha cabeça em me inscrever no Curta Iguassu, na verdade deu aquela vontadezinha, eu confesso. Porém, é que a verdade não conseguiria formar  uma equipe boa a tempo. Deixei a ideia de lado, em stand-by.

Até que em uma tarde no Facebook – um cara que simplesmente sou fã e admiro muito o trabalho – o fotógrafo iguaçuense, Rafael Bechlin, me chamou no talk do Facebook e conversando sobre o Festival, me convidou para fazer parte da equipe que ele estava formando naquele exato momento, pelo próprio Facebook.

curta_iguassu

O Rafael convidou pessoas especiais. Pessoas não só apenas brilhantes profissionais, mas ótimos seres humanos. Todos ligados na área. Eu ficaria responsável pelo roteiro, pela formação em dramaturgia, obviamente. Estava montada a equipe “Quati Preto”.

Nos reunimos alguns dias antes do festival e trocamos ideias sobre o que possivelmente poderíamos fazer, mas, claro, tudo dependeria do tema sorteado. Mas mesmo assim fizemos uma brainstorm e tecemos alguns comentários.

Foi neste momento que surgiu a ideia de um curta que contaria a ideia de objetos/coisas e não de pessoas, porém essas coisas seria o reflexo das pessoas. A partir deste pequeno argumento as sugestões de cenas começaram a florir. Porém era só uma conversa de boteco.

Sorteio do tema – O sorteio dos temas para a produção do curta-metragem aconteceu no SESC, às 16h30. E no exato momento em que o Rafael revela o envelope o tema: Fluxos. Idas e vindas de várias faces” foi engraçado pq todos se entreolharam e pensaram exatamente na conversa que já tínhamos antes. Foi unânime, todos ficaram de acordo.

Tema Quati Preto

Com o tema em mãos, e com as devidas observações da organização do festival, fomos para o nosso Quartel General. A Loumar Turismo cedeu o espaço denominado “Loumar Plex”, é um sobradinho onde os funcionários da empresa comemoram aniversários e reuniões. Montamos ali uma central de produção, com direito a camarim e ilha de edição. E claro, o lugar para repor as baterias e dar uma descansada básica, pq as 48h seguintes, sabíamos, seriam desgastantes – físicamente falando.

Construção do roteiro – Chegamos no Loumar Plex animados, radiantes e cheios de energia. Estávamos transbordando ideias por todos os lados. Fizemos uma tempestade de projeções. E montamos uma lista de prioridades, dando o maior destaque para o MINIMALISMO. Decidimos por convicção montar um roteiro simples, sem fala, diálogos ou narrativa. Onde a produção, a fotografia e a continuidade seria o grande chamariz.

Roteiro 2

De posse destas infos sentei coloquei uma boa música para ouvir e escrevi um roteiro #1 em aproximadamente 40 minutos. Foi mais um indicativo do que um roteiro em si. Mas não é fácil montar um texto para não ser observado. Um roteiro transparente, onde as pessoas não o enxerguem e que ainda seja inteligente.

Lemos o Roteiro #1 fizemos algumas modificações em grupo e ok, roteiro aprovado. “Quando podemos começar as gravações?”, perguntou a produtora Maris Sampaio. “Agora mesmo”, disse animado, o Rafael Bechlin.

A produtora Lili Cristalvo separou o texto em cenas e fez o material descritivo a ser utilizado nas gravações. Fui logo escalado para fazer as primeiras gravações.

Puerto Iguazú – Tratei de dividir o roteiro em 3 partes: Peso // Guarani-Dolar // Real. As três principais moedas correntes na região trinacional. As primeiras cenas gravadas, ainda na quinta-feira (29) foi em Puerto Iguazú, representando a primeira parte, o Peso.

Gravando em Puerto Iguazú

Fui para casa me arrumar, conforme pediu a figurinista e maquiadora Joyce Warken. Passamos a fronteira. Gravamos a primeira cena na frente de um cassino. A continuidade seria um garotinho de rua pegando a moeda que eu deixei cair no chão. Foi aí que as produtoras Lili e Maris começaram a observar as crianças que estavam andando por ali perto.  Foi então que elas observaram um menino, mal vestido e bem sujo. Chegaram e pediram se ele toparia gravar conosco. Ele aceitou. Miguel de sobrenome Angel. Um anjo. Um menino atencioso e querido. Detalhista que só ele, o diretor e fotografo, Rafael Bechlin, repetiu exaustivamente as cenas com o Miguel. E o Miguel sempre atencioso e disposta a nos ajudar.

As produtoras descobriram que o Miguel mora em Wanda – uma região conhecida internacionalmente pela qualidade das pedras decorativas que explora. Ficamos todos surpresos com a história do menino Miguel. E até pensamos em voltar lá e fazer um longa da vida dele – mas isto é uma outra história.

Continuamos com as gravações, agora na Conveniencia Haus, ao lado do cassino no centro de Puerto Iguazú. Concluídas as cenas voltamos para o nosso QG. O Rafael descarregou as imagens e começou a montá-las conforme pedia o roteiro. Neste momento no relógio já era 3h da madrugada, mas em nossos espíritos marcava “temos que dar continuidade”.

Começamos a articular as cenas que iríamos gravar em Ciudad del Este, para a segunda parte do texto. “Guarani/Dolar”. O nosso diretor, o Rafael, sugeriu fazer um timelapse do amanhecer. Até ai tínhamos dúvida se conseguiríamos um amanhecer bonito, pois choveu na quinta-feira de tarde. A maquiadora Joyce sugeriu que fizessemos as imagens da sacada do seu apartamento, que fica próximo ao rio Paraná, com visão para a cidade fronteira.

Joyce, Rafael, Maris e Lili foram fazer o timelapse perto das 5h da manhã. Então nem é preciso falar que não durmimos nada nesta noite, não é?

Eu descansei um pouco, deitado no sofá do Loumar Plex, das 3h30 às 5h30. Não tomei banho, nem escovei os dentes, confesso.

Lá pelas 6h30 0 Paulinho chegou para ajudar na edição. E partimos para o Paraguai.

Ciudad del Este – Ciudad del Este é uma alegria para os fotógrafos, diretores de arte, figurinistas e apaixonados pela cinematografia de plantão. Ciudad del Este respira: “me filmem, por favor”. Ciudad del Este  tem uma peculiaridade exclusiva. Ali, o Rafael extraiu algumas texturas únicas daquele lugar. Valorizou a cultura oriental, a indígena e a local. Retratamos pequenos recortes, mas grandes significados.

Gravando no Paraguai e Brasil

Cruzamos a fronteira tão cedo, que às 10h30 já havíamos gravado tudo. Até 2 timelapses.

Voltamos para Foz. Fomos até o mercado Super Ghada – de especiarias médio-orientais. Um mercadinho especializado em comida árabe. Fomos recebidos pelo dono do local, um senhor. super gentil que permitiu que fizéssemos as gravações.

Era meio dia quando voltamos para o QG com 80% das imagens gravadas. Faltava só as últimas cenas.

Semáforo – Era a parte do roteiro onde todas as moedas se uniriam. O peso, o dólar, o guarani e o real se encontrariam em um menino de rua pedindo dinheiro no semáforo em Foz do Iguaçu. Eu sugeri o meu irmãozinho de 8 anos para fazer o papel do garoto de rua, mas nunca imaginei que ele serviria como uma luva.

O Allan realmente encarnou o personagem, e quando a Maris e a Lili pediam para ele fazer cara de triste, ele respirava fundo e mostrava aquela cara de dó. Foi lindinho.

IMG_8532

Gravar no semáforo não foi fácil. Exigiu atenção redobrada das produtoras, pois estávamos com uma criança em uma locação realmente perigosa. Em 1h que ficamos no cruzamento presenciamos quase duas batidas. Então as meninas ficaram expertas e sempre guiando os passos do Allan.

Após o cruzamento finalizamos as gravações no mercadinho na região central da cidade.

Voltamos para o QG, onde o Paulinho, o Douglas e o Rafa começaram a edição final. O Rafael e as meninas ainda esperaram o entardecer para pegar mais um timelapse da ponte da fraternidade.

Concluída a edição na sexta, o magnífico Vacca pegou o material para compor a trilha sonora.

EDIÇÃO DO CURTA

Trilha Sonora – Foi realmente o auge de nossa produção. Como o material foi editado no seco, para depois ser incluído a trilha, ficamos todos na expectativa de como seria o tema musical. O Vacca produziu a trilha em seu estúdio, ele nos contou que fez um material mais complexo, porém que no final não gostou pq não estava tão “minimalista”. Mais ou menos meia noite de sexta, ele apagou toda trilha que tinha produzido. “E comecei a fazer a coisa mais simples que eu sei: piano”, nos  revelou.

E realmente nos surpreendeu. Era aproximadamente 2h quando o Vacca voltou ao QG com a trilha pronta. O Paulinho colocou a trilha na timeline do projeto de edição e assistimos.

O resultado: lágrimas por todos os cantos. Foi realmente uma explosão de sentimentos, pq estávamos bastante à flor da pele.

Após o momento eufórico da produção, os gênios da edição fizeram os últimos retoques e voi-là. Ficou pronto o curta “Me vê arroz e feijão” às 4h da madruga de sábado.

Agradecimentos – Primeiramente à organização do Curta Iguassu por ter nos dado a possibilidade de organizar o grupo Quati Preto e participar deste festival. Em segundo lugar, agradeço imensamente ao Rafael Bechlin por reunir um grupo tão lindo, heterogéneo e homogéneo ao mesmo tempo. Em nenhum momento houve brigas, discussões ou pequenos desentendimentos. Agradecemos imensamente a Mídia Z por disponibilizar seus ótimos profissionais e equipamentos para a produção do curta.

Equipe Quati Preto

Um agradecimento especial também para todos que contribuíram com as gravações. As locações foram super gentis. Agradecemos também a Loumar Turismo que carinhosamente cedeu espaço para a equipe. Ao pequeno Miguel que contribuiu muito com a sua realidade. Ele me fez lembrar de uma declaração do Glauber Rocha. Que fala algo sobre documentar a realidade é a arte de fazer cinema. E o Miguel contribuiu de mais para nos animar a mostrar nossa realidade. E ao pequeno Allan, também um super muito obrigado, para dar todo o sentimento que gostaríamos ao curta.

Foi uma das experiências mais gratificantes que já tive em toda a minha vida. Foi simplesmente sensacional. Realizei um sonho.

Agradeço a Deus por este momento, agradeço aos novos amigos.

Rafael Bechlin
Maris Sampaio
Joyce Warken
Lilis Cristalvo
Vacca
Paulo Lisboa
Rudney de Paula
Douglas Camargo

Confira o resultado final:

CURTA METRAGEM | ME VÊ ARROZ E FEIJÃO from Rafael Bechlin on Vimeo.

Tem cobras no telhado

Oi, você pode me ver? Você pode me ouvir? Você pode sorrir para mim? Isso.. Sorri! Mostra os dentinhos. Mostra essa bochecha pálida. Você pode dizer se está bem? Pode pelo menos ficar feliz? Fica feliz, porra! Abre essa boca, porcaria. Diz que sim! Por favor, venha até aqui. Você pode vir até aqui? São só dois passinhos. Você pode se ajoelhar na minha frente e pedir desculpas? Vem aqui, e se ajoelha agora! Só um pouquinho, faz isso por mim. Você pode abrir os olhos? Abre os olhos só para me ver. Depois eu deixo você dormir mais um pouquinho. Abre os olho… Abre os olhos cor de cobre. Deixa eu ver os seus olhos pela última vez, antes de você dormir. Deixa eu dormir com você? Deixa eu deitar juntinho? Posso sentir o seu corpo, o seu corpinho? Sentir o seu corpo frio. Sentir o seu corpo gelado. Deixa eu te esquentar? Eu posso te esquentar? Porque você está tão pálido? Nossa como você está branco. Está gelado e pálido. Está tão pálido. Porque você não me diz nada? Porque não diz um oi? Você ainda gosta de mim? Ainda quer tentar alguma coisa? Posso deitar com você? Abre os olhos. Diz oi para mim. Vem aqui.

Nossa como você está gelado.

Do mar ninguém chegou ao fim

Imagem

Olho distante. Olho para frente. Olho para o além. Sinto-me imergido nas fotos que ainda virão, nos retratos que ainda vou tirar, quero-me ver no futuro. Quero sentir os próximos fatos.

Mentira.

Quero viver do passado. Do último ano. Dos melhores abraços, do carinho e do afeto.

Agora falando a verdade, o que eu mais quero é viver o presente. Esquecer o futuro, mas o passado resiste em não me abandonar.

Na janela do apartamento vejo as cortinas, vejo as cortinas baterem. Vejo o vento sacudir as cortinas.

As cortinas.

As cortinas cinzas.

As grandes cortinas cinzas do palco se abrem. 

A luz acende.

O protagonista entra.

A plateia respira, com um suspiro grande e profundo.

Ele cai da janela. O barco navega, mas ele só afunda e não consegue voar.

Navios dizem recomeço, do mar ninguém chegou ao fim.

Eu vou deixar o seu nome, em vez de mim.

Os cacos do jardim, vou fingir um recomeço. 

Relações pós-modernas: #mimimidiafoz

Não sei vocês, mas eu tenho dificuldade em fazer novas amizades. Para dizer a verdade eu tinha. Explicarei o motivo.

Sempre fui um pouco recatado e tímido. Porque é complicado encontrar pessoas com as quais eu me identifique, ou que tenham o mesmo grau de interesse ou um nível de compatibilidade razoavelmente bacana. Mas tudo isso até o surgimento das mídias sociais.

E acho incrível como a internet pode me auxiliar neste sentido.

Em tempos de escola, por exemplo, era uma pessoa recatada, sempre no meu canto, sem conversar com quase ninguém. E não é porque eu sou tímido nem nada, muito pelo contrário sou bem carudo, para dizer a verdade. Só tinha este problema mesmo, de fazer amigos.

Esta nova forma de me relacionar, via Twitter ou Facebook me ajudou a conhecer pessoas que estão próximos de mim, que com certeza não conheceria.

Nos últimos meses essa amizade via redes socias tem virado física de verdade. E estou achando isso magnífico. É a reunião da #Mimimidiafoz – um grupo composto por usuários do Facebook e Twitter de Foz do Iguaçu que, com certeza, compartilha dos mesmos interesses e gostos

Tudo começou meio que repentinamente com um tuíte do @fercorreia – que está há aproximadamente 1 ano em Foz do Iguaçu – e tenho certeza que já fez boas amizades por esta terrinha.

O primeiro encontro da turma – que hoje já são mais de 20 em um grupo do Facebook – foi na feirinha da Argentina. E quem reuniu a galera foi outra amizade virtual que se tornou realidade este ano – rende um post a parte. A lindíssima @adharaferrari aproveitou uma super promoção e saiu do Rio de Janeiro para passar um final de semana em Foz do Iguaçu com os amigos que conheceu pelo Twitter. E foi lindo, pq parece que eu conhecia a Adhara há anos, ela até passou uma tarde trabalhando comigo ˆˆ.

Ter essas pessoas por perto, ou simplesmente ter acesso a internet – para ver as atualizações dos perfis da galera – é uma sensação muito boa! Sinal de ter com quem compartilhar bons momentos e uma bonita amizade!

Daniel, Fernanda, @adribordin, @mayara_godoy, @lecad_paula, @clevogonzalez, @fercorreia, Manoel, @brunomaneh, eu e @cajuhara

O melhor de Call Me Maybe

Sabe aquela música teenager que gruda feito chiclete e faz com que você saia cantando e dançando loucamente por ai? Pois é, Call Me Maybe de Carly Rae Jepsen é uma das mais atuais do cenário musical a apresentar estas características.

O melhor de Call Me Maybe não é necessariamente a versão original do clipe, mas sim os covers e também os fans clipes, que são hiláriamente engraçados.

Vamos começar assistindo o vídeo original de Carly >>

Loucamente, assim como com certeza eu faria, um time de baseball dos EUA entrou no ritmo de Call Me Maybe a caminho de mais uma partida, acredita?

As versões masculinas de performances são infinitas no Youtube . Só não sei o pq….

Até o presidente dos Estados Unidos entrou no clima da efusiva paixão juvenil. Steve Shane, conhecido por fazer montagens com os discursos de Barack Obama fez esta incrível montagem, que eu considero a mais engraçada de todas.

Agora pare o mundo pq eu QUERO DESCER! O q fazer quando misturam a cultura nerd com a pop. Todos os personagens de Star Wars contribuiram neste vídeo empolgante e emocionante. Tem que ter muita inspiração, ou falta de tempo para fazer uma coisa dessas, vamos combinar.

Agora as versões que eu mais gosto, os covers. Covers são coisas de Deus, eles transformaram a música em algo tragável a todos os públicos, com versões mais leves, tipo desse do Ben Howard >>>

E a versão trio de Alex Goot, Dave Days, Chad Sugg??? Também ficou sensacional!

E os braseileiros não ficaram de fora. Olha só a versão de Fernando Ribeiro com direito até a participação de Renata Garbin e das meninas do fã clube do cantor. (Seja-lá quem for Renata Garbin e Fernando Ribeiro, eles mandaram bem).

Atualização

A @leca_dpaula acabou de enviar por Twitter esta versão da Jessica Jarrel & James Alan. A versão está simplesmente maravilhosa e conta com um mashup de Payphone.

A progressão e o amor

Em Foz do Iguaçu este assunto pode soar um tanto quanto “consenciólogo”, pode ser também, mas não no sentido que tentarei explanar aqui.

Progressão é o que nos leva para frente, o que nos motiva a viver. Dinheiro ou vidas futuras? Deus? Bom, qual é o problema da progressão de nossas vidas ser um tema laico? Mas também estou de acordo se para muitos isso depender estar veiculado a uma divindade, é um motivo de progressão.

Ando muito encantado com a atual obra de Luc Ferry “A Revolução do Amor”, que tem me ensinado que na pós-modernidade, pelo menos no ocidente, ninguém arrisca a própria vida para defender um Deus, uma pátria ou um ideal. Mas vale a pena se arriscar para defender aqueles que amamos. E está é para mim também a melhor notícia do milênio.

Não quero desmerecer a religião, acho ela digna é muito importante. Eu mesmo sou católico praticante – de ir na igreja mais de duas vezes por semana quando posso.

Mas se este mundo pós-moderno anda acreditando mais nas pessoas, essa revolução é louvável, pois o amor constrói.

Uma prova do atual amor é a ideia de que o capitalismo, com a liberdade provocada pela remuneração inventou o casamento motivado pelo amor, em oposição aos acordos matrimoniais da Idade Média, movidos por razões familiares e financeiras.

Ser motivado pelo amor é muito mais difícil que ser motivado por qualquer outra obrigação, porque o amor é gratuito. Ele simplesmente acontece não é imposto. “É difícil, mas vale a pena”, diz Luz Ferry.

Também é o atual amor e a busca pela progressão que está fazendo os filhos saírem das asas dos país aos 28, 30 anos. Os país estão arriscando a vida pelos filhos e vice e versa. Esse é um tema mais que atual, desta geração e estamos pensando cada vez mais nas gerações futuras.

Não sou defensor do humanismo secular, muito pelo contrário, mas creio em uma filosofia baseada na razão, na ética e na justiça.

Ao contrário de Luc Ferry, não acredito que a destruição do sagrado vai garantir uma vida plena – isso me irrita muito – para os humanos, mas compartilho com ele uma percepção de um comportamento sócio-cultural baseado no respeito e diálogo.

O autor diz: “Hoje, ninguém mais está disposto a morrer pelo casco do navio. Mas, estamos dispostos a arriscar a vida por pessoas”. E se o amor, que é um sentimento tão grande e profundo, está mudando o mundo é preciso comemorar!

Confira mais sobre o livro no site da editora Objetiva

Experiências na internet – Parte 1

Nestes dois anos que trabalho exclusivamente com internet, tenho estudado muito sobre mídias sociais e a disseminação não só de notícias, mas de conteúdo na rede mundial de computadores.

E algo que sempre me chamou a atenção é o fenômeno de produção de conteúdo com relevância ou até mesmo a “celebrização” que a internet pode provocar em pessoas desconhecidas.

Este ano tive a maravilhosa experiência de puder conhecer vários blogueiros famosos, cada um em um nicho bem focado de atuação.

@NAOSALVO

Para começar o ano, eu como assessor da Loumar Turismo, recebi o Cid do Não Salvo. Talvez você nunca tenha acessado diretamente o www.naosalvo.com.br, mas já foi impactado por algo que surgiu ou foi replicado por ele nas mídias sociais.

Recebendo o @naosalvo em Foz do Iguaçu em grande estilo

O Cid tem uma ótima sacada e um humor muito espontâneo. Nada fantástico, mas é algo do tipo: “como eu não pensei nisso antes”. Então acaba sendo genial, porque ele consegue expressar isso de forma muito didática.

Antes de recebê-lo na cidade eu o imaginava um cara recluso, sem amigos talvez daqueles nerds que a grande mídia identifica. Mas na verdade, recebi um cara simples, simpático e muito bem humorado também no off line.

O Cid é um @naosalvo 24h por dia é exatamente por isso que o seu personagem deu certo, ele não é e nem tenta ser outra pessoa.

#BLOGTURFOZ

Em março pude fazer parte da organização de outro evento, super importante para Foz do Iguaçu, e também de estudo para gestores de turismo de todo o Brasil. O #BlogTurFoz reuniu alguns dos principais blogueiros de turismo do Brasil, entre eles Mauricio Oliveira, o @aventureiros.

Galera do #BlogTurFoz em um passeio pelo rio Iguaçu. Toda movimentação offline gerava postagens online

Durante os 4 dias de evento, a hashtag no twitter mobilizou mais de 1 milhão de pessoas. Os comentários e a repercussão na mídia foram assustadores e muito positivos.

Estar a frente de um evento como este me fez entender um pouco de como a mídia alternativa funciona, como movem as engrenagens e também me fez compreender como acontece a identificação do público para um tema em meio a tantos assuntos que brotam a cada milésimo de segundo.

Mobilizar milhares de pessoas e poder influenciar no poder de escolha de cada uma é realmente motivador. Durante o BlogTurFoz o feedback das pessoas que se interessam por turismo no Brasil foi realmente positivo. Conseguimos uma identificação e um espaço na mídia alternativa, unindo também os veículos tradicionais, que se interessam muito por estes movimentos.

@HOJEVOUASSIM

Uma semana após a correria de trabalhar quase 18h por dia e mesmo muito cansado aceitei o desafio de ser o guia da linda Cris Guerra – para mim, a quase mítica, @hojevouassim. Antes de conhecer a Cris pessoalmente várias coisas passaram pela minha cabeça, “O que esperar de uma pessoa que você se identifica tanto?”; “Será que ela tem noção de como é importante para as pessoas que acompanharam o seu blog?”.

Para mim, foi uma experiência conhecer a Cris Guerra. Sua visão de vida me encanta

Por fim, o primeiro contato com ela foi sensacional, a Cris Guerra é a verdadeira mãe do Francisco e a “pequena perua” (com todo respeito do mundo) no Hoje Vou Assim.

Ela é o que revela ser no blog, e talvez muito mais que nós – que acompanhamos ela em ambos endereços virtuais – acreditamos que seja.

A LÓGICA DAS REDES SOCIAIS

Estes três exemplos experimentados no começo de 2012 me fez apaixonar ainda mais pelas mídias alternativas, e tentando achar uma resposta para isso, do por quê  provoca em mim tamanha admiração, chego a conclusão que é o poder de escolha que as internet celebra.

E se tenho tamanha admiração pela pessoa ou não, é simplesmente por minha grande culpa. A seleção de conteúdo é algo extraordinário. O poder de edição de informações que cada um tem faz com que nos interesse pelo que realmente nos interessa e não o que é nos imposto.

Acontece muita troca na internet, diferentemente do caminho direto da Televisão. O efeito de glamorização parte da massa e não da elite e isso, para mim, é fantástico.

A partir disso a lógica é completamente inversa. O modo de fazer e de lidar é totalmente diferente do que as grandes corporações estão acostumadas. Os veículos de comunicações podem ser facilmente comprados, mas não se compra a massa nas redes sociais, não se compra o pensamento e acrítica e, até agora, as redes sociais estão ligados diretamente ao pensamento e a crítica.

A minha Paris #2

Hoje reservei um especial de fotos somente para o Museu do Louvre (ou da núvem, puxa que mancada heim? #piada interna)

Musée du Louvre

O Museu é surpreendente e revelador. É necessário muito mais que um dia para explorá-lo por completo.
Eu passei um dia todo lá dentro, ao lado dos irmãos Hundzinski, DaniloHenrique, que foram os meus guias também em Versailles.
Além desta parte que vemos por fora, de 3 andares, o Louvre reserva ainda 3 pisos que estão a baixo do solo, iluminado pelas piramides invertidas (Pyramide Inversée).
Já leram/assistiram o Código Da Vinci? É lógico que eu me senti o Robert Langdon!
Conhecer o Louvre é uma verdadeira experiência de vida, me emocionei várias vezes e por final conheci a magnifica Monalisa.